A mais recente decisão cultural da cidade tem a ver com a alteração da designação do espaço destinado às galerias de exposição instalados perto dos fornos da Oliva que, em homenagem ao movimento dos defensores de alguns animais passará a chamar-se CÃO da OLIVA.
“A ideia nasceu há já algum tempo, mas esteve umas semanas na incubadora, também aqui na Oliva, a ver se germinava. E, de facto, ao fim de algum tempo começamos a ver as folhinhas a nascer e a ideia a ganhar forma. Achamos que se a Câmara adotou dois gatos fazia todo o sentido que a Oliva adotasse um CÃO, mas com letra grande, à artista!” – referiu-nos a diretora cujo nome não tivemos oportunidade de registar porque prestou as declarações a correr e ia para umas reuniões na capital, mas não sabia bem onde.
Esta decisão teve já enorme impacto no aumento do número de visitantes às galerias do CÃO, não só por parte do movimento pró-animal mas também do público em geral. Ainda recentemente os responsáveis pela instituição foram obrigados a encerrar temporariamente
o espaço expositivo porque o número de visitantes, cumprindo as regras de distanciamento impostas pela DGS, vinha até ao passeio exterior e duas pessoas estavam, mesmo no passeio oposto, junto às ruínas da antiga Oliva, frente à intervenção artística do perfurador de paredes VIHLS, ali existente.
A preocupação pela segurança foi de tal ordem que a PSP teve de montar na Feira, junto à saída da A1, um posto de controle para impedir que dois autocarros que se dirigiam ao CÃO provenientes de Lisboa (um) e Porto (outro) com amigos dos donos das galerias, se deslocassem para a cidade e contribuíssem para agravar a situação tendo na hora sido obrigados a inverter a sua marcha e regressar ao local de origem.
Preocupado estava o responsável pelo catering porque tinha uma enorme encomenda de sandes de chouriço e não sabia a quem as podia ceder. Aliás também não sabia, na altura, quem as ia pagar.
Muito embora esta aglomeração extraordinária de gente tivesse inicialmente sido confundida com a fila da vacinação, a verdade é que não era assim. As tais 16 pessoas queriam mesmo ver as exposições e tudo por causa da brilhante ideia dos responsáveis pela escolha da designação CÃO. “Assim – dizia-nos um responsável municipal – pode ser que aquela senhora do Couto que vem para as reuniões só falar de cães nos deixe sossegados por uns tempos”.

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