Obra vai ser comparticipada em 130 mil euros, aliviando assim o investimento de 500 mil euros por parte do Município

 

O que começou como uma retirada da coberta de fibrocimento com amianto no ano letivo de 2018/2019 acabou numa renovação profunda da Escola Básica de 1º ciclo e Jardim de Infância (EB1/JI) de Fundo de Vila que começou em junho de 2020 e está prevista terminar precisamente um ano depois.

Recordamos que a substituição da cobertura de fibrocimento com amianto por painéis metálicos duplos isolantes coincidiu com a chegada da tempestade Leslie que provocou inundações e danos no interior da escola e motivou críticas por parte da associação de pais e dos partidos da oposição devido ao timing escolhido para a intervenção por parte do executivo.

Esta intervenção representa um investimento de 500 mil euros por parte da câmara municipal que complementa uma outra, entretanto levada a cabo, a da retirada do amianto em todas as escolas do 1o ciclo, no valor de 350 mil euros.

O projeto de arquitetura é da autoria de Luísa Coutinho e o projeto de interiores da empresa DAM sediada na Oliva Creative Factory.

Apesar de estar “tudo encaminhado para que a obra possa estar concluída no próximo mês de julho”, a “previsão depende sempre das circunstâncias da Covid”, acautelou o presidente da câmara, Jorge Sequeira, terça-feira de manhã, durante a visita aos trabalhos em execução, na qual esteve presente a comunicação social.

O objetivo é que os cerca de 200 alunos, professores e funcionários, transferidos para as antigas instalações da João da Silva Correia, regressem à EB1/JI de Fundo de Vila no início do próximo ano letivo 2021/2022.

“Tudo está em andamento para que a mudança se possa fazer para uma escola que será completamente nova”, assegurou Jorge Sequeira, adiantando que, paralelamente à obra, a câmara municipal já lançou um concurso para aquisição de mobiliário.

Para além de áreas mais espaçosas e funcionais, a escola terá mais luz natural. Um dos maiores ganhos está no pátio interior que passa a ser “uma figura central de todo o percurso em comum” e “uma forma de sentir o exterior no interior”, explicou a arquiteta Luísa Coutinho. “Esta escola foi das primeiras escolas a ser reabilitada e já tinha algumas mazelas que era preciso corrigir”, afirmou Anabela Brandão, diretora do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite, apontando como outros ganhos a dimensão dos “corredores interiores em comparação com o espaço que existia anteriormente” e a captação de mais “luz natural”. Em relação a esta obra e a da escola sede, a comunidade educativa “Serafim Leite”, está “muito expectante. Acho que qualquer uma das obras implicou bastante sofrimento, ansiedade por parte de toda a gente. Acho que vamos conseguir ser felizes para o ano, digamos”, afirmou Anabela Brandão ao labor.

Uma das novidades da obra de reabilitação de Fundo de Vila está relacionada com a recente reprogramação dos fundos comunitários. “Através de uma reprogramação dos fundos comunitários foi obtida uma comparticipação para esta obra de cerca de 130 mil euros, o que vai aliviar o investimento direto do Município”, revelou Jorge Sequeira.

 

Projeto de Reabilitação

 

Interior: Reestruturação funcional e formal com ampliação sob coberto (antecâmara, atendimento e associação de pais); reformulação e ampliação de circulação e de estadias; novos sanitários; e reformulação da cozinha e zonas de apoio; alterações de segurança; melhorias gerais (pisos, tetos, carpintarias, infraestruturas e equipamento); pintura geral (com lettering e ilustração) e equipamento de mobiliário (funcional e lúdico).

Exterior: Tratamento térmico em paredes existentes e nas novas, novas caixilharias, pintura geral e melhorias gerais nos acessos e pátio central.

Uma escola com história  

 

DR

Os designers da DAM foram desafiados a contar uma história em torno da escola de Fundo de Vila, da sua proximidade à linha férrea onde passa o “Vouguinha” e de elementos característicos da cidade de S. João da Madeira.

Numa viagem ao seu interior vamos encontrar “linhas férreas” do comboio recriadas no chão, malas de viagem e espelhos em forma de chapéu nas casas de banho, a transformação de pilares, por exemplo, numa árvore onde podem ser afixados trabalhos e numa casa da árvore, entre outros. Esta e outras imagens do projeto podem ser consultadas na galeria anexa a esta notícia do site do jornal labor (www.labor.pt).

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