Instituição acompanhará 100 famílias que beneficiam do Rendimento Social de Inserção 

 

Já havia uma resposta social do género na cidade, garantida pela ACAIS – Associação do Centro de Apoio aos Idosos Sanjoanenses, mas que a própria ACAIS em finais de 2020 acabou por decidir não assegurar mais.

Ao que o labor conseguiu saber em primeira mão, a Santa Casa da Misericórdia (SCM) de S. João da Madeira foi convidada a 27 de janeiro deste ano pela Segurança Social a estabelecer um protocolo de Rendimento Social de Inserção (RSI). Este convite foi discutido e aceite em reunião da Mesa Administrativa realizada a 3 de fevereiro. Posto isso, “foram pedidos mais alguns dados [pela Segurança Social]”, encontrando-se agora a SCM a aguardar por novos desenvolvimentos.

Passado pouco mais de um mês desde o último contacto, o diretor de serviços da Misericórdia acredita que haverá novidades “o mais brevemente possível”, assim como quer crer que “não haverá razões” para que o protocolo RSI não seja uma realidade. Afinal, é algo que tanto a Segurança Social como a Santa Casa sanjoanense querem.

E no caso da SCM, a instituição quer mesmo muito, porque este protocolo, “além de reforçar a capacidade de resposta da Misericórdia”, vem complementar o Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS) do Centro Comunitário Porta Aberta, que “no ano passado teve um fortíssimo aumento de atendimento social, devido à Covid-19”. Ou seja, este é “mais um recurso que vem ajudar a suprir as carências das famílias”, disse Vítor Gonçalves, acrescentando que “trata-se de acompanhar 100 famílias em S. João da Madeira”.

Questionado sobre a equipa multidisciplinar do protocolo RSI, o diretor de serviços pouco adiantou. Apenas referiu que “provavelmente teremos de recrutar pessoas [técnicos superiores e ajudantes de ação direta]”, não descartando a hipótese de as funcionárias que estavam afetas a esta valência então gerida pela ACAIS e que ficaram desempregadas se poderem candidatar.

Quanto às instalações, o responsável afirmou ter conhecimento que “o Município tem disponibilidade para manter as instalações” que havia cedido à ACAIS. No entanto, nada está decidido, uma vez que “ainda não sabemos quais são e onde são”. Aliás, estão a contar fazer uma visita ao local.

Interpelado sobre o assunto, Jorge Sequeira confirmou essa mesma disponibilidade por parte da câmara: “Estamos dispostos a ceder as instalações nas condições em que cedemos à ACAIS”. Ainda a propósito de o protocolo RSI ser entregue à Santa Casa, o autarca afirmou ser “uma opção da Segurança Social, que respeitamos, e que estamos convictos que será prestado um bom serviço à cidade”.

O protocolo de RSI visa o acompanhamento de famílias que beneficiam da medida do Rendimento Social de Inserção, no sentido de promover a sua inserção económica, profissional e social. A concretizar-se, o protocolo RSI entre o Instituto da Segurança Social e a Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira vigorará até 31 de julho de 2022.

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