8Fecham-se as portas p´ra se abrir portões,

Fecham-se janelas p´ra se abrir buracos,

Mudam-se mudanças em que colisões

Apagam-se luzes, jogos de macacos!

 

Fala-se em saúde, quem é o responsável?

A falta de jeito, p´ra tornar-se dela,

Quantas soluções, e só o impensável,

Nela tão doentes, só de pensar nela!

 

Manta de retalhos, tipo portuguesa,

Tudo se remenda, fraturantes espelhos,

Continua o baile, à volta da mesa,

Juntos, juntos sempre, como trapos velhos.

 

Andam os governos, altos horizontes,

Vogam sobre as ondas, asas nos espaços,

Partem-se estas logo, caem pelos montes,

Insucesso à vista, baralhar de passos…

 

E na economia, na habitação?

Tantos offshores, os edens fiscais,

Sem falar de impostos, sempre a intenção

De erigir castelos, capas de jornais!

 

Há um tecido são, o industrial…

Por ser saudável, tiram-lhe a excelência,

Sobem os impostos, vai-se-lhe a moral,

Dois anos depois à porta a falência

 

Português sorri, sorri duvidoso

Um esgar irónico do palhaço em andas,

Corre em cima delas, olhar donairoso

Frágil no suporte, cai p´ra duas bandas

DR

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