Ao oitavo dia a máscara caiu: da realidade à ficção

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Escrevi há um ano que as constantes e destrutivas críticas da concelhia do CDS de S. João da Madeira à ação da Câmara Municipal eram uma boia de salvação que apenas pretendiam fazer sonhar a colocação de um militante lá para o fim de uma lista de coligação com o PSD. Porém, tenho agora de me penitenciar por ter errado redondamente neste último ponto, mas jamais conseguiria fantasiar um desfecho destes. Compreenderão os caros leitores que o facto de o PSD local não apresentar um candidato, um projeto e uma visão para os destinos da nossa cidade às próximas eleições autárquicas é uma assombrosa e inacreditável surpresa. Falta agora percebermos se foi por mero taticismo partidário da atual liderança concelhia ou se foi por total descrédito da direção nacional nas soluções apresentadas.
Depois de alguns interregnos (e para sermos rigorosos: de já não representar institucionalmente a concelhia do CDS depois de não se ter recandidatado) as crónicas surreais voltaram. O estilo e a motivação parecem ser os mesmos: o que aparenta agora ser o “homem de mão” do candidato do CDS (interpretação baseada no facto de este nunca ter escondido o seu apoio à candidatura derrotada à liderança nacional do partido) insiste no ataque pessoal ao presidente da Câmara, assente em cenários ficcionais.
Demorou apenas oito dias a cair a máscara criada de que o CDS teria “uma candidatura pela positiva, sem inimigos”, como escreveu o seu candidato n’O Regional. Sabemos de longa data que o “sem mentir não se ganham eleições” faz escolas por aqueles lados, mas esperávamos que tentassem disfarçar melhor.
Ainda não apresentaram uma única ideia para a cidade, integraram coligações que por duas vezes na última década anteciparam o fim dos seus mandatos, propõem-se a deixar a Assembleia da República a meio do mandato para o qual foram eleitos, mas apressam-se a criar uma ficção em torno do presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, que sempre honrou os seus compromissos.
O trabalho fala por si e a honrosa nomeação, de entre de todos os autarcas do país, para o presidente Jorge Vultos Sequeira ser o representante de Portugal no Congresso dos Poderes Locais e Regionais Europeu, órgão do Conselho da Europa, é um justo reconhecimento da sua dedicação e competência enquanto autarca. E isso é um motivo de orgulho para a nossa cidade que tem a sorte de poder contar com ele como presidente da Câmara Municipal e esperemos que seja por muitos e bons anos.
O financiamento para as obras de ampliação da Escola Serafim Leite, a integração do Palacete dos Condes no programa REVIVE para que seja requalificado e adaptado para uma unidade hoteleira de quatro estrelas, a negociação na área metropolitana para a divisão de verbas para os equipamentos sociais são bons exemplos de trabalho político invisível de que S. João da Madeira beneficiará a curto prazo.
Honrar os compromissos com os sanjoanenses, como sempre o fizemos, continua a ser o nosso principal objetivo. E assim continuaremos a trabalhar, sem distrações, para fazer S. João da Madeira uma cidade com mais futuro, tal como aconteceu nos últimos três anos e meio.

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