De súbito os nossos medos juntam-se na confusão
De um novo caos entre os homens, na arena do dia-a-dia,
Tornou-se no banal da existência onde a razão
Se perde num novo tédio, dado p´la claustrofobia!

 

Encarcerados agora, de uma reclusão forçada,
Os novos prisioneiros em levas de uma onda gigante,
De um tsunami sem fim! Tem a existência tomada
Por invasor acoitado, num breve, brevíssimo instante.

 

Todas as pontes que eram o cordão umbilical,
Que nos ligavam à vida na beatífica quietude,
Deram lugar a altos muros numa ereção anormal,
Estancando nossa razão, mudando nossa atitude…

 

Todos os laços que uniam os homens à Humanidade,
Romperam-se em breves tempos num abrir e fechar de olhos,
No dantesco de um inferno a devorar a vontade,
Que alimentava os humanos no seu trilho entre escolhos…

 

A Terra e os seus residentes estão a ser postos de castigo,
Em outra calamidade na sequência de outras tais.
Onde a vida no planeta começa a ser um motivo
De alienação evidente, de consequências letais…

 

O quadro vivo que pinta o humano hodierno,
Começa a ter tons de negro da mais densa escuridão,
Onde o sol que nos aquece qualquer dia passa a um eterno
Simples facho, não luzeiro, um “pontinho de ilusão”!

Flores Santos Leite

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