O humor é uma das marcas de “Abat-jour” 

  

O vencedor da mais recente edição do Prémio Literário João da Silva Correia (PLJSC) – Poesia, promovida pela câmara, é o título “Abat-jour”, da autoria de Orlando Artur Ferreira de Barros, de Viana do Castelo. Foram ainda atribuídas menções honrosas a “Depois da tempestade, a memória” e “Linha d’Agua”, avança o Município em nota de imprensa remetida à nossa redação.

A decisão foi tomada pelo júri constituído pelo diplomata, escritor e ex-ministro da Cultura Luís Castro Mendes, pelo poeta, escritor de literatura infantojuvenil e comissário do Festival Poesia à Mesa José Fanha e por António Lopes, representante da editora Âncora, com a qual a autarquia mantém, há largos anos, uma parceria na edição dos livros do PLJSC.

Considerando “Abat-jour” uma obra “bem estruturada”, o júri destaca o “sentido de humor” que emana de “uma linguagem segura que consegue brincar consigo própria”. Ainda assim, “não foi fácil a escolha”, dada a qualidade de trabalhos a concurso. E, por isso, foram ainda atribuídas duas menções honrosas – “Depois da tempestade, a memória”, de Italo Cruz (pseudónimo), e “Linha d’Agua”, de José Manuel Teixeira.

Entretanto, a autarquia anunciará, oportunamente, a data e os moldes em que decorrerá a cerimónia de entrega do prémio. 

Mais de 60 obras a concurso

No total, foram recebidas 66 obras, incluindo do Brasil, o que representa uma nova subida no número de concorrentes, que, na edição anterior, chegou às quatro dezenas, tendo saído vencedora “Manhãs do Mundo”, de Nuno Figueiredo.

Refira-se que, a partir de 2019, este concurso literário ganhou maior abrangência geográfica, já que deixou de ser imposta a condição de os candidatos terem ligação ao concelho de S. João da Madeira, o que contribui para uma maior divulgação e um maior número de obras a concurso.

Sendo operacionalizado pelos serviços da Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo, este prémio, lançado em 2006, tem o nome do escritor e jornalista sanjoanense João da Silva Correia (1896-1973), autor do romance “Unhas Negras”. Cada vencedor é distinguido com a garantia da publicação da obra selecionada, mediante a comparticipação financeira, pela edilidade, nos custos da respetiva edição, até ao limite de 2.000 euros.

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