Entrega de nova viatura e reforço da equipa duplicam a capacidade 

A Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD) do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV) já tratou mais de 400 doentes em dois anos e meio. Destes, 35 foram tratados no concelho de S. João da Madeira. Os restantes doentes são dos concelhos de Santa Maria da Feira e de Oliveira de Azeméis.
Entre as principais causas tratadas pela UHD estão as infeções respiratórias, as infeções de trato urinário, a Insuficiência Cardíaca Congestiva descompensada e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica/Asma agudizada.
A UHD começou a atividade em novembro de 2018 com uma capacidade de internamento simultâneo de até cinco doentes. Cerca de dois anos e meio depois vê a sua capacidade instalada a ser duplicada.
Nesse sentido, Miguel Paiva, presidente do Conselho de Administração do CHEDV, onde estão incluídos os hospitais de S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis, entregou no dia 9 de abril a chave da segunda viatura da UHD aos seus coordenadores, a médica Joana Malheiro e o enfermeiro João Duarte. Com a entrega da viatura e o reforço das equipas médica, com um interno de formação específica de Medicina Interna, e de enfermagem, com mais um enfermeiro, desde o dia 13 de abril que a UHD tem capacidade para tratar simultaneamente 10 doentes no seu domicílio. Miguel Paiva “agradeceu aos coordenadores todo o empenho que tem sido demonstrado pela equipa afeta a este serviço e manifestou confiança de que este aumento de capacidade irá contribuir de forma muito significativa para a satisfação dos utentes e suas famílias, garantindo o tratamento dos utentes num ambiente mais humanizado”.
Recordamos que tal como o labor noticiou oportunamente no início deste projeto, o CHEDV foi a terceira instituição do Serviço Nacional de Saúde a dar início a uma UHD. Antes dele só o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e o Hospital Garcia de Orta é que o tinham feito.

Equipa tem “outros projetos em mente que englobam a criação de protocolos com Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas” 

“Um dos grandes objetivos a atingir, é sem dúvida, o aumento da capacidade da UHD para podermos alargar o nosso serviço a cada vez mais utentes. E é com enorme satisfação
que hoje vimos duplicada a nossa capacidade, mas esperemos que a médio prazo possamos aumentar ainda mais o número de camas afetas à UHD”, afirmou a coordenadora médica ao labor.
A equipa tem “outros projetos em mente que englobam a criação de protocolos com Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas”, adiantou a médica Joana Malheiro, informando que “a pandemia veio expor a grande fragilidade desta população, e também das próprias instituições do sistema de saúde e social, para assistir às necessidades destas pessoas”. Por isso, “pretendemos promover uma articulação contínua com as referidas instituições de forma a dar uma melhor assistência e acompanhamento destes doentes”.

Na segunda vaga da pandemia começaram a admitir doentes com Covid-19 em fase de convalescença 

À semelhança de tantos outros, o trabalho desta equipa também foi afetado pela pandemia. “Na primeira vaga, infelizmente por necessidade de reforçar serviços dedicados à abordagem dos doentes com Covid-19 no nosso hospital e por não termos recursos humanos suficientes para assegurar os nossos serviços, tivemos que suspender transitoriamente a Unidade (de março a julho de 2020). Após a reabertura em julho de 2020, trabalhámos no sentido de ampliarmos a resposta da UHD quer para doentes com Covid-19, quer para os restantes. Assim sendo, na segunda vaga, além de termos aumentado a capacidade para seis camas, começámos também a admitir em UHD doentes com Covid-19 já em fase de convalescença”, deu a conhecer a coordenadora médica. Para quem o balanço de ação da equipa “tem sido mais do que positivo e os próprios doentes manifestam isso nos inquéritos de satisfação que usamos para avaliar o trabalho efetuado pela unidade”.
“Cada vez mais, temos a perceção que a UHD se assume como uma alternativa segura ao internamento convencional, permitindo que o doente seja tratado com a mesma qualidade no conforto do seu lar e evitando as complicações inerentes ao internamento convencional”, concluiu a médica Joana Malheiro ao labor.

Equipa da Unidade*

2 assistentes hospitalares de Medicina Interna: Joana Malheiro (coordenadora médica) e Joana Rodrigues

1 interna de formação específica de Medicina Interna: Micaela Manuel

6 enfermeiros: João Duarte (coordenador de enfermagem), Nilton Silva, Maria Monteiro, Marta Pérez, Susana Pereira e Ana Moura

1 assistente operacional: Lucília Ferreira

*Quando a unidade começou em 2018 era constituída por 2 médicos e 5 enfermeiros

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