Pergunta: As ciclovias são importantes para uma cidade?

Resposta curta: Com certeza. Mas não é uma prioridade.

Resposta longa:

A bicicleta é um meio de transporte não poluente, saudável para quem o usa
e exige pouco espaço de circulação e estacionamento. E talvez não menos importante, é bonito de ver o seu movimento e serenidade que empresta a qualquer espaço urbano.
Existem cidades de terreno plano as quais são particularmente atractivas para este tipo de transporte: Amesterdão, Londres, Copenhaga, Berlim e mesmo Paris. Em Portugal temos por exemplo Aveiro, a zona de Avanca e mesmo Lisboa que têm investido bastante nesse sentido. Aqui perto o Furadouro ou Cortegaça.
É importante implementar as ciclovias segundo percursos que não tenham grandes declives pois desse modo tem-se a certeza que poderão ser utilizadas e os investimentos públicos não serão desprovidos de sentido.
É igualmente primordial que não se implantem ciclovias em espaço urbano que prejudiquem passeios e estacionamento automóvel, como muitas autarquias são tentadas a fazer.
O caso de S. João da Madeira: Há uns bons anos atrás, na vigência autárquica do Dr. Castro Almeida, surgiram ciclovias, arrancando alcatrão para se colocar novamente (?), em especial na zona do Orreiro. Foi uma despesa escusada pois não têm tido qualquer utilização. Fizeram-se itinerários no sentido Nascente-Poente, precisamente nos sentidos com maiores desníveis de terreno e desse modo não se tornaram convidativas à circulação de bicicletas. Acho que nunca vi nenhuma bicicleta a circular nesses percursos que agora se tornaram desbotados.

Mário Pessegueiro

S. João da Madeira só poderá ter ciclovias com potencial para serem utilizadas se estas forem delineadas no sentido Norte-Sul. E mesmo assim obriga a transformações avultadas na rede viária para serem implementadas com segurança. Esperemos que não seja em detrimentos das árvores que alguns querem ver abatidas!
Caso se repita a experiência passada será mais uma aventura autárquica despesista, com base nos impostos dos cidadãos. E por fim fica a interrogação. Numa cidade com tantas carências de passeios para peões, investe-se em ciclovias? Sem resolver prioritariamente os percursos para as pessoas circularem em segurança em imensas artérias da cidade?

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