A minha coluna

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E A MATEMÁTICA?
Há dias, em Valongo, as autoridades policiais acabaram com uma festa ilegal. Nas notícias era referido tratar-se de uma festa de “troca de casais”, vulgarmente designada de “swing”. Nas notas de rodapé que passavam no telejornal e sempre a propósito dessa notícia dizia qualquer coisa do género: “autoridades identificaram 83 pessoas”. Ora, se era troca de casais deveriam ter identificado 82 ou 84. O número referido, sendo ímpar e verdadeiro, indicia que estaria ali alguém ”a mais” ou alguém “a menos”. Ou então a matemática já não é o que era…
Balha-me Deus!

VACINAS
Os senhores da task-force – ou grupo que tem uma tarefa a desenvolver – já definiram um calendário para a vacinação dos portugueses com 30 anos ou mais, prevendo-se que fiquem todos vacinados em agosto ou setembro. Deixou por definir, obviamente, o calendário dos que têm menos de 30 anos e que serão vacinados nos meses subsequentes. A qualquer pessoa de bom senso parece uma boa decisão e, sendo tomada por um grupo dirigido por um senhor de farda militar (podia ser da banda ou dos bombeiros, mas não, é da tropa…) a coisa mete mais respeitinho. Sim, porque não é com muita facilidade que a malta arrisca a dizer mal da tropa. Está-nos no sangue… Mas, mesmo assim, há alguns políticos que, desejosos como estão em dizer sempre alguma coisa para aparecerem nos noticiários, não perdem a oportunidade. Num deles o jovem que ainda dirige o CDS-PP veio a público dizer que era preciso definir urgentemente quando são vacinados os mais jovens. Óbvio. Depois dos mais de 30 serão os mais de 20 e por aí fora, para baixo, até aos mais de 0. Só espero que, quando o vice-almirante divulgar as datas para se vacinarem os recém-nascidos o jovem Rodrigues dos Santos não venha exigir um calendário para vacinação dos embriões ou, quem sabe, dos espermatozoides…
Balha-me Deus!

VOU-ME JÁ EMBORA
O relógio marcava 12,55. O SMS indicava que a vacina estava marcada para as 13,00. Chega uma senhora toda despachada e atira a pergunta: “É tudo para a vacina?”. Dos presentes, que não estavam ali para outra coisa, há um que responde: “Sim. É tudo para a vacina!”. “E é ali naquela garagem?” – volta a perguntar a senhora despachada meneando a cabeça para a frente como quem aponta para a porta de entrada da sala dos fornos da Oliva, local da vacinação. Dos sorrisos que a pergunta suscita há quem responda com uma piada incluída: “Sim. É ali. O mecânico vem já chamar…”. Sem dar conta da ironia a senhora despachada atira para quem a quis ouvir. “E que venha rápido. Disseram-me para estar aqui à uma e se não me chamarem vou-me já embora…”.
Balha-me Deus!

O SENHOR BANDALHO
Esta semana um bandalho (palavras certeiras de Rui Rio) ligado ao FCPorto agrediu um
repórter da TVI. E foi filmado a fazê-lo. Do que se viu nas imagens percebe-se que Pinto da Costa (que se tem queixado muito do Governo por ainda não deixar entrar público nos estádios) se dirige aos operadores de imagem com alguma arrogância verbal – mas de mãos nos bolsos – e que o tal bandalho agilizou essa arrogância contra o repórter da TVI, mas com as mãos fora dos bolsos. Ligeiramente indignado com a cena que todos vimos, Vítor Baía ainda tentou (muito devagar, porque o rapaz já não treina há muito…) chegar perto do senhor bandalho e até lhe pediu: “Ó Pedro…” (é nestas ocasiões que ter o mesmo nome de bandalhos não me orgulha nada). Em simultâneo um agente da GNR, muito meiguinho por sinal, terá tentado acalmar os dois intervenientes numa atitude muito compreensível porque qualquer um percebe como o Francisco Ferreira estaria nervoso a segurar na pesada câmara de filmar e no tripé enquanto o bandalho o agredia. O comando da GNR chegou mesmo a dizer que os agentes não tinham presenciado a agressão muito embora nas imagens se veja um deles que deveria, porém, estar a ver o resultado do jogo no telemóvel. É claro que os responsáveis pelo facto de o FCP não ter ganho em Moreira de Cónegos foram os repórteres das televisões e não os jogadores. Principalmente o da TVI que, apesar do peso do material de filmagem, acabou por defender muito bem e até gritar:
“Ó senhor guarda!!! Estou a ser agredido…”. Depois de desligar o telemóvel o senhor guarda lá foi e acalmou os nervos do rapaz. Os do bandalho nem por isso…
Balha-me Deus!

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