Entretanto, “cerca de 50%” dos utentes e profissionais da instituição continuam por vacinar 

Com a revisão dos critérios pela Direção-geral da Saúde (DGS), tornando elegível à vacinação as pessoas que tenham contraído Covid-19, mas só depois de vencidos seis meses do diagnóstico da infeção, “cerca de 50%” dos utentes e profissionais da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira continuam por vacinar, como disse o diretor de serviços, Vítor Gonçalves. E segundo comunicado recebido pelo labor, a generalidade que testou positivo à SARS-CoV-2 apenas deverá ser convocada para vacinação após o próximo dia 1 de julho.
Da última comunicação, dando reporte do evoluir da situação pandémica na semana de 19 a 26 de abril, destacam-se também mais 33 rastreios, por pesquisa PCR, realizados a trabalhadores da instituição sob a coordenação do Centro Distrital de Aveiro do Instituto de Segurança Social. Todos os testes deram resultado negativo.
De salientar que o número de profissionais a testar tem vindo a aumentar com a incorporação daqueles que tiveram Covid à data dos surtos, à medida que o diagnóstico da infeção ultrapassa os 90 dias. E tanto assim é que já foram feitos 213 testes nas últimas nove semanas.

Saídas por períodos inferiores a 24 horas “geridas com maior prudência” 

Outra norma revista pela DGS foi aquela que define os critérios de isolamento profilático na admissão de utentes e reingressos após saídas ao exterior, tal como o nosso semanário noticiou na sua edição anterior. O assunto foi discutido internamente a 21 de abril em reunião da Mesa Administrativa, onde esta determinou que “as saídas ao exterior por períodos superiores a 24 horas se pautarão pelos termos da norma, enquanto as saídas por períodos inferiores a 24 horas serão geridas com maior prudência”.
Assim sendo, é permitida, sem constrangimentos, a saída de pessoas que se desloquem para locais onde fiquem isoladas, designadamente a casa própria ou o escritório, conquanto lá não contactem com familiares
ou terceiros. Já a ida de utentes a locais públicos, como unidades de saúde, repartições e instituições financeiras, será feita acompanhada por profissionais do equipamento residencial, como acontecia até então. Por último, a saída para “eventos de risco”, como sejam confraternizações com almoços ou jantares, fica sujeita a isolamento profilático e à realização de um teste à Covid.
De acordo com a nota de imprensa enviada ao nosso jornal, a Mesa Administrativa tomou estas medidas atendendo aos constrangimentos que a DGS mantém para as visitas de familiares e utentes aos equipamentos residenciais, intentando que estas não divirjam excessivamente das regras de acesso ao exterior; e ao facto da maioria dos utentes dos equipamentos residenciais ter história confirmada de infeção há mais de 90 dias, logo sem garantia de imunidade adquirida nem esquema vacinal administrado.
Todas estas regras serão reapreciadas em nova sessão da Mesa Administrativa a 5 de maio.

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