É importante para uma cidade ter povos e raças diferentes?

Resposta curta: É bom que assim seja.

Resposta longa:  Um dos segredos invisíveis para o êxito de uma cidade é ela ter capacidade de absorver diferentes povos e culturas. Para isso é preciso que a população adquira educação e tolerância. Isso começa nas escolas e nas casas, de pais para filhos e vice-versa.

A cidade em si não pode criar “guetos” ou bairros residenciais aonde predominem mais pessoas de determinada raça ou credo religioso. Isso trará marginalização urbana e conflito social sendo essa realidade bem presente em cidades como Lisboa ou outras capitais europeias.

Com o crescer dessa marginalização florescem também sentimentos racistas pois estes advêm da ignorância, mesquinhez e inveja. Essas formas de pensar e estar na sociedade não surgem somente nos brancos para com os negros e população cigana, mas também advém destes para com pessoas brancas.

Portugal não tem realmente um historial de episódios racistas graves como algumas vozes hoje querem fazer crer, com patéticas distorções da História de Portugal, como o recente e aberrante caso da intenção em demolir o Monumento aos Descobrimentos erguido em 1940. Só alguém muito ignorante poderia advogar tal coisa ou com uma intenção secreta em acirrar racismos.

Mas infelizmente os Portugueses têm um sentimento de inveja para quem vem de fora e tenta alicerçar com êxito as suas vidas nas nossas cidades. O caso dos Chineses é o mais flagrante. Há uns 20 anos atrás sofreram uma perseguição vergonhosa contra os seus restaurantes e patrocinada pela comunicação social. Recentemente vieram também parar às ditas redes sociais durante a 1.ª vaga de Covid com idênticos propósitos.

Convém frisar que é preciso saber integrar com critérios de igualdade sobre deveres e direitos, para todas as pessoas de diferentes origens que se queiram integrar numa cidade dando o seu contributo laboral e económico. E sem privilégios especiais a dar a certos grupos minoritários, para daí tirar dividendos políticos ou económicos. São com essas atitudes que  se  acendem instintos racistas.

Mário Pessegueiro

É desejável que se promovam iniciativas concelhias interculturais para que se consiga um maior conhecimento dos costumes, gostos e culturas vindas de fora. Enfim, para que as pessoas se conheçam entre si e assim conviver melhor. Tão simples quanto isso.

E por fim sossegarem os grupos ditos anti-racistas, que no fundo promovem precisamente mais racismo do que o contrário. Animam ódios e diferenças avulsas. Sempre ao serviço de ideais ideológicos obscuros. E não confessáveis. Mas com ampla cobertura pelos Media.

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