O Relatório de Atividade e Contas da Associação Desportiva Sanjoanense referente ao exercício de 2019 foi finalmente apresentado, e aprovado por unanimidade, numa Assembleia Geral que no passado dia 30 de abril juntou cerca de 40 associados na Casa da Criatividade e onde a grande novidade foi o anúncio da recandidatura de Luís Vargas à presidência do clube.

Cerca de um ano depois da data inicialmente prevista para a realização da reunião, que foi sendo adiada, primeiro devido a atrasos na preparação da documentação e depois ao surto de Covid-19, foi ainda apresentado o Plano de Atividades e Orçamento para a época desportiva 2020/2021 e uma proposta para alteração do estatutos do clube alvinegro. No que diz respeito ao exercício de 2019, em finais de dezembro o passivo situava-se perto dos 306 mil euros, valor que refletia uma redução na ordem dos 95 mil relativamente a 2018, que estava ligeiramente acima dos 400 mil euros. O volume de receitas é que disparou em relação ao ano anterior, ultrapassando 1 milhão e 800 mil euros, dos quais cerca de 1 milhão e 200 mil são referentes a cedência de atletas. E com as despesas do clube a atingirem 1 milhão 627 mil euros, a Associação Desportiva Sanjoanense atingiu o final de 2019 com um resultado líquido positivo de mais de 200 mil euros, valor significativamente superior aos cerca de 132 mil verificados em 2018. Já o futebol sénior, que é gerido por uma SAD, da qual o clube é detentor de 35% do capital social, no final de setembro de 2019 apresentava um resultado negativo de 103.723 euros.

“É com bastante orgulho e satisfação que, após 10 anos como presidente desta enorme e prestigiada instituição, apresento um Relatório de Atividade e Gestão pleno de resultados financeiros, desportivos e de expansão do número de atletas nunca antes visto”, começou por referir Luís Vargas, sublinhando que desde 2009, quando assumiu a presidência do clube, o passivo sofreu uma “redução superior a um milhão de euros”. O dirigente, que destacou os 1.257 atletas inscritos em 2019, o maior número de sempre, manifestou ainda a sua intenção de apresentar as contas referentes ao exercício de 2020 até julho de 2021. Para isso, Luís Vargas sublinhou a contratação de um Revisor Oficial de Contas e de uma nova Contabilista, cumprindo assim um preceito legar ao mesmo tempo que contribui “para uma melhoria efetiva da apresentação das contas a tempo e horas”.

João Almeida, presidente do Conselho Fiscal, manifestou parecer favorável ao Relatório de Contas referente a 2019, mas criticou a demora na apresentação do exercício, sublinhando que “não é uma boa prática”. “Estamos num momento excecional e a pandemia contribuiu muito para que isto acontecesse, mas quando se iniciou a fase do primeiro confinamento ainda estávamos em tempo útil para a discussão e aprovação das contas de 2019”, referiu o dirigente, sublinhando, no entanto, que apesar disso “o Conselho Fiscal não conheceu as contas em tempo útil”. João Almeida destacou, contudo, o resultado líquido do exercício bem como o facto de o clube ter finalizado a liquidação dos empréstimos à banca, situação que permite “mais liberdade do ponto de vista de gestão financeira”.

Também o Plano de Atividades e Orçamento para a época 2020/2021 foi aprovado por unanimidade, com Luís Vargas a utilizar a ocasião para esclarecer os associados presentes que assumiu transitoriamente a gestão da secção de hóquei em patins, depois do vice-presidente Pedro Ribeiro ter anunciado a sua indisponibilidade para continuar à frente da modalidade. “Já iniciei as negociações com vários jogadores para a próxima época. Vamos fazer tudo para que a equipa seja competitiva e esteja ao nível desta última, mas temos de nos cingir às nossas possibilidades financeiras”, atirou Luís Vargas, enaltecendo o “excelente trabalho” realizado por Pedro Ribeiro durante os vários anos em que liderou a secção.

Luís Vargas anuncia recandidatura

Numa altura de mudanças, de adaptação e de exigências acrescidas para o clube, nomeadamente financeiras, fruto do momento que se vive, Luís Vargas manifestou a intenção de se recandidatar às próximas eleições, que deverão realizar-se no final de maio. Com a saída de alguns diretores “por motivos pessoais, profissionais ou de saúde”, o dirigente, revela que “conta apresentar uma equipa mais jovem, renovada e com novas ideias”, justificando a decisão com o momento que o clube atravessa.

Na reunião foi ainda apresentada uma proposta para alteração dos estatutos do clube alvinegro, resultado de uma comissão que ficou definida na última Assembleia Geral, realizada em setembro de 2019, e que pode ser consultada no site da Associação Desportiva Sanjoanense. Modernizar e simplificar a linguagem e o seu conteúdo, bem como adaptar a estrutura aquilo que são documentos semelhantes de associações do mesmo patamar da Sanjoanense e manter o respeito pela história do clube foram alguns dos princípios que nortearam o trabalho da comissão, que sugere uma redução para 55 artigos, sensivelmente metade dos que existem atualmente. Entre as várias alterações, destaque para a sugestão para que os mandatos passem a ser de três anos em vez dos atuais dois.

Luís Miguel Ferreira, presidente da Mesa da Assembleia Geral e um dos elementos integrantes da comissão, sublinha que se trata de uma “primeira apresentação” e que até dia 5 de maio os associados podem apresentar contributos para a proposta, que será depois fechada para, a 18 de maio, ser discutida e votada. Caso sejam aprovados, os novos estatutos “entrarão imediatamente em vigor, para não comprometer o processo eleitoral, que será lançado na mesma reunião extraordinária da Assembleia Geral”, revela Luís Miguel Ferreira.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Loading Facebook Comments ...