Graça Fonseca desconhecia mostra de fotografias inéditas de Alfredo Cunha, mas prometeu uma nova vinda à cidade para a visitar

A ministra da Cultura visitou ao fim da manhã de ontem a exposição “Paula Rego: O Grito da Imaginação” que está patente até ao dia 18 de maio no Centro de Arte Oliva em S. João da Madeira.

A sua presença estava prevista para a inauguração agendada em 2020 que nunca aconteceu devido à pandemia. Esta mostra resulta de uma parceria entre o Centro de Arte Oliva e o Museu de Serralves, ao qual pertencem inúmeras pinturas e gravuras da pintora portuguesa de renome.

Além da exposição de Paula Rego, Graça Fonseca também passou por “Red Light: Sexualidade e Representação”, da Coleção de Arte Contemporânea de Norlinda e José Lima, e “Sereno Variável”, da Coleção de Arte Bruta de Treger/Saint Silvestre.

Embora a cultura tenha chegado às pessoas através dos meios digitais em tempos de pandemia, “em todo o mundo a visita física é importante. Não queremos de todo substituir uma pela outra. É muito importante reabrir os espaços culturais e receber as pessoas” que “não só sentem falta, como se sentem em segurança em voltar a ter uma vida cultural plena”, afirmou a ministra da Cultura, à margem da visita, aos jornalistas, dando destaque aos 93 milhões de euros para a transição digital de espaços culturais como este que estão previstos no Plano de Recuperação e Resiliência. O Centro de Arte Oliva é um espaço onde “está tudo certo” porque representa o trabalho em rede entre o Município, o Estado, os colecionadores e a comunidade.

Questionada pelo labor, Graça Fonseca admitiu não ter conhecimento da exposição com fotografias inéditas de Alfredo Cunha sobre o 25 de Abril, organizada pelo Centro de Arte de S. João da Madeira, em parceria com a câmara e assembleia municipais, que pode ser visitada até ao dia 31 de agosto na Torre da Oliva em S. João da Madeira. Porém, enquanto “grande fã” de um dos mais conceituados fotojornalistas portugueses, a ministra da Cultura prometeu “voltar a S. João da Madeira para ver exposição do Alfredo Cunha”.

Nota do Diretor

O desconhecimento manifestado pela Ministra da Cultura relativamente à existência da exposição sobre o 25 de abril, ainda por cima com várias fotos inéditas de Alfredo Cunha, é incompreensível! A Ministra não era obrigada a adivinhar! Mas as autoridades que a convidaram tinham obrigação de a informar, até para valorização de uma exposição das mais relevantes que algum dia SJM teve e com fotos que já fazem parte do espólio municipal e não de colecionadores privados.

Pedro Silva

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