PS opta pelo silêncio do início ao fim da sessão da Assembleia de Freguesia 

A entrevista da presidente da Junta de Freguesia de S. João da Madeira (JFSJM) ao labor continua a dar que falar.
A coligação PSD/CDS-PP aproveitou a última sessão da Assembleia de Freguesia (AF) para provocar reações tanto a Helena Couto como ao Partido Socialista (PS). Mas a verdade é que, em relação a este assunto em concreto, não conseguiu quebrar o silêncio de ambos. E no caso dos membros da bancada do PS, mantiveram-se calados não só face a esta situação, como também do início ao fim desta reunião realizada no passado dia 28 de abril através da plataforma Zoom.
Segundo José Miguel Dias, “estes têm sido tempos difíceis para todos”, inclusive para a líder da JFSJM que, “além de ter sido enrolada durante grande parte do mandato, viu, no final, defraudadas as expetativas face à transferência de competências”.
Neste mandato, de acordo com o deputado do PSD/CDS-PP, Helena Couto ainda “viu um membro do executivo resignar supostamente por motivos pessoais”, “a um membro da bancada que apoia este executivo ser-lhe retirada a confiança política pelo PS”. “Mais recentemente foi atacada” “por um dirigente do PS após uma entrevista concedida a um jornal local [labor]”, completou José Miguel Dias, mostrando-se surpreendido por não haver “aqui ninguém da bancada do PS que saia em sua defesa”.

Socialistas acusados de “dourar a pílula”

O elemento da coligação PSD/CDS-PP continuou a “espicaçar” acusando alguns deputados socialistas de virem “dourar a pílula sobre a situação da nossa freguesia”, na AF, na Assembleia Municipal e até mesmo em artigos de opinião no labor. Falaram da “revolução cultural”. Vêm agora falar da “revolução ambiental “quando vemos o lixo a sair dos caixotes como nunca; quando vemos os ratos a andar pelas ruas e a entrar nas casas das pessoas nos terceiros, quartos e quintos andares, porque a desinfestação há uns anos que não é feita”. “A quem diz isto, eu só peço: Tenham vergonha!”, exortou José Miguel Dias, desafiando ainda Helena Couto “a dar resposta àquelas acusações de que foi alvo pelo partido que abandonou a junta”.
Mais tarde, aquando da discussão das contas e do relatório de atividades de 2020, Marco Fernandes, ainda antes de se pronunciar acerca dos documentos, também “pôs o dedo na ferida”: “Ainda fiz uma pausa para ver se a bancada do PS queria intervir e na tentativa de criar alguma discussão”.
“Percebo que tanto na informação escrita como na apresentação das contas a senhora presidente está sozinha, que a bancada do PS hoje não consegue ter sequer uma palavra de apoio. Não sei se tem a ver com o facto de já não ser militante do PS”, ironizou o elemento da coligação PSD/CDS-PP.

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