Quem precisar desta ajuda deve contactar a Universidade Sénior 

A Sopa Solidária é um projeto da Universidade Sénior do Rotary Club de S. João da Madeira iniciado em 2011 com o objetivo de apoiar pessoas ao nível alimentar. Começou com cerca de 18 pedidos que atingiram os 31 devido à crise financeira e social que afetou o país. Com a recuperação económica vieram alguma estabilidade e a diminuição do número de sopas solidárias. Porém, os pedidos do ano passado estavam ao mesmo nível de quando começou o projeto. No ano em que completa uma década de existência, a Sopa Solidária vê o número de pedidos de ajuda alimentar a aumentar muito provavelmente devido aos efeitos de uma nova crise, desta vez, provocada por um vírus.
Em fevereiro de 2020, a Universidade Sénior estava a entregar 14 sopas ao domicílio e a deixar quatro a seis nos frigoríficos solidários instalados no Centro Coordenador de Transportes e na Biblioteca de Fundo de Vila. Depois de uma paragem forçada pela pandemia, a Sopa Solidária voltou a ser feita pelas voluntárias da Universidade Sénior desde o dia 29 de março de 2021. Desde então, a Junta de Freguesia tem ajudado na distribuição das sopas solidárias.

DF

Até ao fecho desta edição, a Universidade Sénior estava a fazer 41 Sopas Solidárias diárias, que incluem pão, sopa e uma peça de fruta. Destas, 27 são entregues ao domicílio de pessoas que pediram o apoio alimentar, oito estão a ser deixadas no Frigorífico Solidário de Fundo de Vila e seis no do Centro Coordenador de Transportes.
Em qualquer um dos Frigoríficos Solidários podem ser deixados bens alimentares para que sejam levados por quem mais precisa. “Tudo o que tem ido (para o Frigorífico Solidário) tem desaparecido. Nunca encontramos sobras”, revelou Susana Silva, diretora da Universidade Sénior, ao labor. Por esta razão, quem precisar desta ajuda alimentar deve contactar a Universidade Sénior, cujas novas instalações são no antigo edifício sede da ACAIS, na Rua Alão de Morais, junto à esquadra da Polícia de Segurança Pública, ou a Junta de Freguesia.
Muitos dos alimentos usados para fazer a sopa são doados por algumas vendedoras do Mercado Municipal. Os restantes são comprados com a ajuda de um subsídio anual de 2.000 euros atribuído pela Junta de Freguesia.
O balanço de uma década de Sopa Solidária é encarado com “uma satisfação imensa de todo o grupo de voluntário(a)s por poder ajudar quem precisa”, rematou Susana Silva.

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