Instituição candidatou-se ao Programa Adaptar Social + para ajudar a “aliviar” as despesas 

Entre 1 de março de 2020 e 31 de março de 2021, a Santa Casa da Misericórdia (SCM) de S. João da Madeira gastou “cerca de 250 mil euros” com a Covid-19. Este valor – avançado ao nosso jornal pelo diretor de serviços – inclui “trabalho suplementar, reforço de equipas, material de limpeza e desinfeção, equipamentos de proteção individual”, entre outras despesas.

Aliás, foi a pensar em “aliviar” um pouco os custos que tem tido com o combate à propagação da doença que a SCM se candidatou a um subsídio de 7.524 euros (38 euros por utente de equipamento residencial) no âmbito do Programa Adaptar Social +, do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Câmara de Oliveira de Azeméis dá 4.750 euros para o Complexo Social de Fajões

“Este apoio visa a aquisição de equipamentos de proteção individual à Covid-19 para os lares de idosos e lar residencial da instituição”, avança, desta feita, o comunicado semanal enviado ao labor.

Em declarações ao nosso semanário, Vítor Gonçalves disse não ter dúvidas que “a candidatura deve ser aprovada”. Quanto à data do seu pagamento, não sabe ainda quando será paga. Note-se que no ano transato, entre os meses de março e dezembro, foram gastos “mais de 80 mil euros só em equipamentos de proteção individual”.

A mesma nota informativa enviada à nossa redação avança ainda que, “para fins idênticos, recebeu esta Misericórdia um subsídio da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, no valor de 4.750 euros, destinado às respostas sociais do Complexo Social de Fajões, gesto que publicamente se agradece”.

Da parte da congénere de S. João da Madeira, não receberam qualquer ajuda do género. Mas também porque “nunca pedimos nada a ninguém”, deixou claro o diretor de serviços.

Saídas ao exterior têm novas regras

Relativamente às saídas ao exterior, a Mesa Administrativa decidiu há dias “desobrigar de isolamento profilático as saídas dos utentes dos equipamentos residenciais por períodos inferiores a três horas, uma vez por semana, conquanto se trate de saídas onde os contactos com terceiros possam estar protegidos pelo uso obrigatório de máscara e pela salvaguarda do distanciamento social”.

Quanto às saídas para refeições, sejam com familiares ou amigos, “constituem um contacto de risco” e, como tal, não são proibidas, mas são “desaconselhadas”. E, assim sendo, “implicam, no regresso do utente, o seu isolamento profilático” e um teste laboratorial à SARS-CoV-2 negativo.

Todas estas medidas vigoram até à próxima reunião da Mesa Administrativa, convocada para 19 de maio.

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