Jorge Sequeira diz que “todos os Municípios” fazem o mesmo 

 

À semelhança de outras reuniões de câmara, Paulo Cavaleiro voltou a tocar no assunto. Mas, desta vez, fê-lo tendo como base a notícia da obra de reabilitação e requalificação do Pavilhão das Travessas que foi manchete na edição do labor da semana passada.

Para o vereador da coligação PSD/CDS-PP, não faz sentido anunciarem “esta intervenção sem data nenhuma, sem nada de concreto”. Aliás, “adjudicaram o estudo geológico só nestes dias”, lembrou o social-democrata, dizendo ainda não entender porque só agora “estão a ser estudadas as possibilidades de financiamento” da empreitada.

Na sua opinião, o projeto de execução já devia estar pronto há muito tempo e não volvidos “678 dias” depois da sua contratação. Além do mais, “não vai resolver um dos maiores problemas funcionais que é a questão dos pilares na bancada”.

“Isto é uma forma de fazer as coisas do passado”, contrária à de anteriores mandatos em que “não tínhamos o hábito de anunciar nada sem ter a certeza de como e quando íamos fazer as coisas”. Mas “o vosso estilo é outro. O estilo do senhor presidente é outro. É um estilo do antigamente, se calhar, de política da Idade Média que promete e que para cumprir logo se verá quando será”, atirou Paulo Cavaleiro, lamentando uma vez mais o facto de este executivo municipal não ter agarrado “o projeto que existia do Centro de Alto Rendimento, que era bem melhor e bem mais ambicioso”.

Executivo municipal quer fazer reabilitação “com cabeça, tronco e membros”

Sem dramatizar esta “questão”, como considera que Paulo Cavaleiro faz, Jorge Sequeira começou por esclarecer que o que têm praticamente concluído “é um projeto de execução” e não “um mero estudo prévio, sem muito detalhe ao nível de execução ou de pormenor, que resultou de um concurso de ideias”.

“Aquela ideia que existia [para o Centro de Alto Rendimento] não era algo que pudesse ser executado de imediato”, fez ver o autarca, assegurando que “estamos a fazer algo que não existia minimamente: não existia o estudo exaustivo das patologias, um levantamento dos problemas”. Além disso, a dada altura, “também se verificou ser necessário fazer um estudo geológico”.

Neste momento, “o projeto está praticamente fechado” e as suas imagens foram facultadas a “um órgão de comunicação social local [labor]” porque este, depois de assistir às sessões da Assembleia Municipal Jovem onde o tema foi abordado, as pediu.

Relativamente ao financiamento, “obviamente que o Município quando diz que está a estudar as possibilidades de financiamento está a dizer aquilo que todos os Municípios fazem: quando têm à sua frente uma grande despesa estudam se há possibilidade de haver uma candidatura ou se têm de recorrer ao empréstimo ou a capitais próprios”, esclareceu o edil.

“É um trabalho demorado, porque é muito complexo. É um edifício que tem quase 30 anos, muitas patologias – não é só o telhado. Por exemplo, tem lá um placar no centro do edifício que não funciona, creio eu, há 12 anos”, exemplificou para justificar a demora.

“Agora, a nossa vontade é fazer com cabeça, tronco e membros. E quando for para avançar, avançar com uma intervenção a sério e bem estruturada”, rematou.

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