À Viarco, que é a única fábrica de lápis da Península Ibérica, ainda em laboração, e à Fepsa, líder mundial no fabrico de feltros para chapéus, juntam-se agora as empresas Belcinto (artigos de pele e marroquinaria), CEI – Companhia de Equipamentos Industriais, Mariano Shoes (calçado), ERT (componentes para interiores de automóveis), Montecampo (produtos ligados a atividades de desporto e de lazer ao ar livre) e Faurecia (um dos maiores fornecedores mundiais do setor automóvel).

Nesta que é a terceira fase de alargamento dos Circuitos pelo Património Industrial de S. João da Madeira, o Turismo Industrial passa a contar, como parceiros, com 14 empresas privadas, quatro espaços dedicados ao Património Industrial e quatro ligados à ciência e às novas tecnologias.

No último domingo, também no âmbito da sessão solene das comemorações do 16 de maio, foram assinados os protocolos que formalizam a adesão destas seis novas empresas a este programa camarário que oferece uma experiência única a quem visita o território de S. João da Madeira.

Na ocasião, o presidente Jorge Sequeira referiu-se ao Turismo Industrial como uma marca relevante da “identidade” sanjoanense e “que exemplifica o modo como a indústria é verdadeiramente o cerne de S. João da Madeira”.

“Aqui a indústria produz a riqueza que é a mola do nosso desenvolvimento e é ainda a âncora de um projeto cultural e turístico único no país”, disse o autarca, agradecendo, por isso, “às empresas que hoje aderiram ao Turismo Industrial e a todas aquelas que, com a autarquia, edificaram este programa”.

Dos Circuitos pelo Património Industrial de S. João da Madeira fazem parte, neste momento, a Fepsa, Cortadoria Nacional de Pêlo, Heliotextil, Viarco, Bulhosas, Flexitex, Molaflex, Project ID, Belcinto, CEI – Companhia de Equipamentos Industriais, Mariano Shoes, ERT, Montecampo, Faurecia, Museu da Chapelaria, Museu do Calçado, Torre da Oliva, Complexo da Oliva Creative Factory – Centro de Arte Oliva, Centro Tecnológico da Indústria do Calçado, Centro de Formação Profissional da Indústria do Calçado/Academia de Design e Calçado, Sanjotec e Incubadora da Oliva Creative Factory.

 

Pandemia alterou prioridades da câmara

Na sessão solene do 37º aniversário da cidade, o presidente da câmara começou por reconhecer todos aqueles que contribuíram para a decisão tomada pela Assembleia da República a 16 de maio de 1984, em particular Carlos Ribas, este ano, o comissário das comemorações.

Pouco depois, Jorge Sequeira centrou o seu discurso na crise pandémica que levou o Município a fazer “um realinhamento radical das prioridades no último ano”, “transformando significativamente a ação autárquica”. “Na atividade camarária, a proteção civil, a saúde pública e a ação social e económica conquistaram centralidade”, disse, acrescentando que, “enquanto comunidade, somos devedores de muitas cidadãs e de muitos cidadãos que trabalharam e trabalham afincadamente, sem repouso e sem recompensa, para debelar esta crise”.

O autarca ocupou os minutos restantes da sua intervenção enumerando o trabalho que foi feito pelo seu executivo, não obstante a pandemia e a consequente alteração de prioridades. “A cidade não parou”, garantiu Jorge Sequeira, destacando a aprovação da Estratégia Local de Habitação e da Carta Educativa para os próximos 10 anos.

Falou também da Agenda para Transição Energética de S. João da Madeira, que estabelece o guião para a neutralidade carbónica do município até ao ano de 2030, que está finalizada, da revisão do Plano Diretor Municipal, neste momento, em curso, entre outras iniciativas camarárias.

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