A minha coluna

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O BOÇAL

Parece que o homem é sportinguista, mas o clube não tem culpa. Falo do frequentemente boçal presidente da Liga dos Bombeiros. Eu acho – e o meu gato também – que os bombeiros não têm culpa de serem representados por uma figura que alguém com bom senso não recomendaria para representar quem quer que seja. Também é (ou foi…)  conhecido dos portugueses por ser mais “incendiário” do que “bombeiro”. Há uns anos aparecia sempre na televisão quando o Sporting teve aqueles problemas com um presidente de quem já nem me lembro o nome e de cuja lista fazia parte. Quando há qualquer notíciazinha a falar de dinheiro e apoio às corporações (ou falta dele), lá vem o sujeito para a comunicação social “boçalizar” contra tudo e contra todos. Esta manhã o meu gato começou a miar desesperado quando estava o homem a falar na TSF quase aos berros (e àquela hora da manhã berrar não é coisa de que o meu gato goste, mas sim um pratinho de comida…) por causa do dinheiro que ainda não apareceu, devido à covid, para continuar a renovação da frota de ambulâncias que o INEM cede às corporações de bombeiros. Ou seja: Há uma pequena acendalha e o “boçal” logo aparece a meter gasolina no assunto. Tem um nome de animal que se devem defender – a marta – e complementa-o com o aspeto com que quase sempre aparece nas televisões. A “soar”. Chama-se Marta Soares, é do Sporting (que não tem culpa), diz que representa os bombeiros (que também não devem ter culpa mas que têm pelo País muita gente que os defenderia muito melhor), tem aspeto de quem fuma e atira a prisca para o mato e, pelo que vi, nunca irá contar com a simpatia do meu gato. Que, já deu para perceber, não gosta mesmo do homem.

Balha-me Deus!

O INDEPENDENTE IGUAL AOS OUTROS

Eu – e o meu gato – gostamos do Rui Moreira. Tem o nome do Pai que esteve muito ligado à nossa cidade principalmente por ter sido um dos fundadores da Molaflex que agora, por sinal, mas não só, está na Feira. Talvez venha daí a minha simpatia (a do meu gato não sei) mas o facto de ter sido eleito presidente da minha segunda cidade, o Porto, com um discurso mais de bom senso do que independente, pode ter ajudado a este meu sentimento. E aquela história do terreno junto à ponte da Arrábida, o chamado caso Selminho, não me convence. Sou dos que acham que a justiça não é tão independente como a pintam, que tem uma oportunidade temporal para tratar de alguns assuntos que dá para desconfiar e os casos obscuros em alguns processos que vão sendo conhecidos só alimentam dúvidas. Mas também acho que nas últimas horas Rui Moreira demonstrou sofrer do mesmo mal dos tradicionais políticos de pacotilha de quem se pretende diferenciar. Há mais de uma semana que se sabia pela comunicação social que a vacinação dos mais jovens iria ser antecipada e que em junho já haveria vacinação para cidadãos com idades entre os 30 e os 50 anos. Era notícia com origem na task-force (ou faz que torce) do vice-almirante. Era, portanto, fidedigna. Há umas horas atrás, quando um secretário de estado da saúde afirmava que essa medida ia ser implementada numa intervenção em que o tema era Lisboa e Vale do Tejo, lá veio o Rui Moreira a correr desalmadamente, tipo Marta Soares, a dizer que era uma injustiça, que o Porto assim e assado, etc. O discurso nortista de que tantas vezes gostamos, mas que, neste caso não se justificava. Porque a decisão estava tomada há dias como logo de seguida a equipa do (ainda) vice-almirante veio reconfirmar. Há momentos em que os políticos, até os “independentes”, deveriam ter um pouco mais de recato. Só lhes ficava bem.

Balha-me Deus!

AFINAL QUEM MANDA?

No texto anterior referi o nome de uma empresa “sanjoanense” que se mudou para a Feira. A lista tem mais nomes. Têm sido várias a empresas a sair do concelho e nem sempre por razões recomendáveis para a cidade. Nos últimos tempos temos tido conhecimento de alguns empresários que manifestam enorme descontentamento com o funcionamento da burocracia municipal e que, por isso, ou deixam de investir, ou adiam investimentos ou manifestam arrependimento por não terem saído em tempo oportuno. Há dias um empresário sanjoanense com investimentos nos dois concelhos dizia-me: “O que nos serviços da nossa câmara demora meses, na Feira demora dias. Na Feira os serviços percebem a urgências das decisões para a gestão dos investimentos e das empresas. Em S. João da Madeira os serviços pararam no tempo e nem adianta falar com os políticos. Mesmo que queiram não mandam nada…”Mas na Feira mandam? Foi a questão. “Na Feira, se eu tiver um problema e se o Presidente souber, em poucas horas os serviços resolvem. Sempre cumprindo a Lei, mas resolvem e rapidamente. Aqui é preciso esperar, esperar, esperar… até desesperar”. São vários, aliás, os testemunhos semelhantes. Há qualquer coisa nos serviços municipais que não está a funcionar bem…

Balha-me Deus

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