“Foram quatro anos de um crescimento rápido, abrupto, mas sem ser sinuoso”. É desta forma que Rita Veloso, presidente do Clube A4, descreve o percurso da coletividade, que no passado dia 25 de maio assinalou o seu quarto aniversário. Fundada em 2017, a preocupação constante com a “qualidade dos técnicos” tem sido fundamental para o crescimento sustentado, com “cabeça, tronco e membros”, do Clube A4 que, para além de ser uma referência na cidade e concelhos vizinhos, também tem vindo a afirmar-se no panorama da ginástica nacional. E a visita às instalações de Luís Arrais, presidente da Federação de Ginástica de Portugal, e de Vítor Baltazar, Diretor Regional do IPDJ, comprovam a relevância que a coletividade tem vindo a ganhar, não só na modalidade mas no desporto em geral. “Há sempre curiosidade por parte dessas entidades em saber quem somos, porque de repente há projetos de candidatura a cair no IPDJ ou propostas de eventos que queremos criar com a federação. Sentem que queremos fazer e gostam de se juntar aos clubes que têm estrutura”, explica Rita Veloso, que na comemoração de mais um aniversário lamentou que a autarquia sanjoanense não se esforce para manter a coletividade e as suas iniciativas no concelho. “Temos uma estrutura muito ativa e dinâmica, que nunca diz não a nenhum desafio e que quer sempre mais. O resultado disso foi a nossa ida para o Europarque na próxima gala do clube”, explica a dirigente, sublinhando que a decisão de ir para o concelho vizinho surgiu depois de uma série de entraves para a realização do espetáculo em S. João da Madeira. “Se aqui não podemos fazer a atividade dentro de um espaço ou ao ar livre decidimos arriscar tudo”, justifica.

“Há outros concelhos interessados em nós”

A mudança poderá não se limitar às atividades e passar também pelas instalações. Em fevereiro de 2020 o clube abriu um novo espaço já com o objetivo de dar resposta ao crescimento, mas rapidamente revelou-se pequeno e, neste momento, as instalações “não são adequadas” para que os atletas possam “dar o salto qualitativo”. “Só é possível crescer qualitativamente se o pavilhão tiver altura que permita colocar os equipamentos adequados nos sítios certos para que os atletas possam treinar sem condicionantes”, explica Osvaldo Martins, membro do Conselho Fiscal do Clube A4. Mas arranjar um local em S. João da Madeira adequado e dentro das possibilidades da coletividade, que é uma das poucas que não utiliza infraestruturas camarárias, tem-se revelado quase impossível. É precisamente por isso que Rita Veloso admite que a mudança de instalações “está em cima da mesa” se não “houver uma resposta” por parte da autarquia sanjoanense, uma vez que são as instalações que, neste momento, “estão a condicionar o crescimento” da coletividade. “Há outros concelhos interessados em nós, como Oliveira de Azeméis ou Santa Maria da Feira”, revela, sublinhando que o “Clube A4 é uma das quatro associações do concelho que paga renda”. “Se as outras coletividades utilizam espaços camarários e nós não, devia-nos ser atribuído um valor para compensar isso. A autarquia tem de perceber que estamos a prestar um serviço à comunidade”, conta Rita Veloso, que lamenta também a “falta de equidade” no Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo entre as várias modalidades, no que considera ser uma clara distinção entre “atletas de primeira e de segunda”. “Só queremos que haja uma aposta num dos clubes mais representativos da cidade e que em quatro anos está a mostrar ter pernas para andar”, justifica a dirigente, que vê o Clube A4 próximo de alcançar os objetivos desportivos definidos na sua criação. “Tinha dito que em seis anos queria ter atletas na 1.ª Divisão e acho que estamos a caminhar para lá, sempre com a noção que não somos um clube apenas de competição. Somos um clube de sorrisos que está aberto a toda a gente que queira praticar ginástica”, concluiu Rita Veloso, que cortou o bolo rodeada de ginastas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Loading Facebook Comments ...