No recanto da solidão, à volta, o Universo!
Quão pequenos todos somos, atordoados por ele!
Num infinito onde se perde o pensamento perverso,
De desvendar os segredos existentes dentro dele…

De dia nada se vê, o dia a noite esconde,
Apenas dá p’ra cismar no quão grande poderíamos
Tornar-nos aventureiros na aventura que responde
A ambição de descobrir o que talvez não deveríamos!

Ir mais longe! Logo se foi, conquistar luas, estrelas!
Os planetas do sonho, das noites mal ensonadas,
Satisfazer nossa mente de projetos onde aqueles
Albergassem a Humanidade em fugas mais apressadas…

O homem conquista o espaço, mas vai perdendo a Terra!
Paradoxo este que impera, numa obsessão imperdoável,
Deixarmos de ser terrenos/terráqueos, p’ra cosmonauta que aterra
Quando se farta do espaço e volta ao mais razoável.

Não se é contra a aventura, gerada em nossa mente,
Pois esta exige mais, ir até às nebulosas,
Desvendar buracos negros, tudo certo, é se exigente,
Mas cuidado com as ondas, no espaço mais alterosas…

Morrem nautas, astronautas, chega os que na Terra morrem,
Olhar por estes que são cada vez mais copiosos,
Cá por baixo ainda são certos os que atentos nos socorrem,
Mais prudência, senso, amor, do que sábios gloriosos!!!

Flores Santos Leite

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