Em ano de centenário, instituição passa a gerir mais três respostas sociais no concelho de Oliveira de Azeméis 

 

Depois do Complexo Social de Fajões, o Centro Social e Paroquial de Nogueira do Cravo, ambas instituições particulares de solidariedade social (IPSS) situadas no concelho de Oliveira de Azeméis. No ano do seu centenário, a Santa Casa da Misericórdia (SCM) de S. João da Madeira continua a alargar a sua atividade, além-fronteiras concelhias, desta vez, comprando aquela IPSS localizada na União de Freguesias de Nogueira do Cravo/Pindelo.

Tanto esta aquisição, no valor de 250 mil euros, como a realização de dois investimentos estruturantes no edifício-sede apoiados pelo Norte 2020 (centralização das cozinhas e requalificação do Lar de Idosos São Manuel) “vieram à baila” pela voz do provedor José Pais Vieira na reunião da assembleia-geral (AG) de 11 de junho passado, a primeira presidida por Manuel Castro Almeida. Precisamente para destacar “o dinamismo da instituição”, mesmo em ano de pandemia severa como foi 2020. “Dinamismo” que, aliás, se mantém em 2021.

Contrato definitivo “aguarda pelos acordos de cooperação”

Já há um contrato-promessa entre a Misericórdia e o Centro Social e Paroquial de Nogueira do Cravo, celebrado em maio de 2020. Quanto à celebração do contrato definitivo, “aguarda pelos acordos de cooperação” com a Segurança Social, conforme adiantou em exclusivo ao labor o diretor de serviços da SCM.

Neste momento, “o processo está em Lisboa, no Instituto da Segurança Social, para despacho”, disse Vítor Gonçalves, estando convicto que a decisão será conhecida “dentro de poucas semanas”.

Ao nosso jornal, o responsável acrescentou que “as instalações ainda não são nossas”, contudo, a Santa Casa já se encontra a “assessorar a gestão” da IPSS. Aliás, espera abrir ainda esta semana o Centro de Dia de Nogueira do Cravo, ao fim de 15 meses encerrado devido à Covid-19 (ver caixa).

IPSS tem cerca de 120 utentes e 10 colaboradores

Por falar no Centro de Dia de Nogueira do Cravo, esta valência tem 25 utentes, a que se juntam mais 24 do SAD – Serviço de Apoio Domiciliário e cerca de 70 famílias que estão a ser acompanhadas pelo Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS).  Ao todo, a Misericórdia passa a gerir mais três respostas sociais, onde trabalham aproximadamente 10 pessoas.

DR

Em declarações ao nosso semanário, José Pais Vieira referiu estar “bastante satisfeito” por esta recente conquista que “vem engrandecer a instituição”. Trata-se de mais um desafio, entre muitos que foram sendo abraçados ao longo destes 100 anos de existência da SCM, e que “mostra que a Misericórdia tem qualidade, é organizada e está bem administrada”. “Também ficamos satisfeitos por ver o nome de S. João da Madeira projetado em outras terras”, acrescentou o provedor.

Número de refeições distribuídas pela Cantina Social passou de 18.450 para 34.934

Como seria de esperar, a pandemia “foi o assunto maior do ano” também na Misericórdia. Primeiro, pelas vítimas, cujos familiares mereceram “uma palavra de conforto e de solidariedade” nesta AG por parte do provedor. Depois, pelas alterações ao funcionamento das respostas sociais, com influência na qualidade de vida dos utentes e no equilíbrio económico-financeiro dos vários equipamentos. As casas residenciais foram muito penalizadas, sobretudo os lares de idosos.

Os gastos financeiros aumentaram muito e a procura de apoios por indivíduos e famílias também. Aliás, só a Cantina Social distribuiu mais 90% de refeições face a 2019, passando de 18.450 para 34.934, graças ao apoio da câmara municipal.

Já a entrega de alimentos secos para confeção, levada a cabo no âmbito do Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (PO APMC), passou a abranger 260 indivíduos, mais 100 do que no ano anterior. E, por último, o encaminhamento de doações alimentares por hipermercados do município (Mercadona, Continente e Lidl) aumentou em cerca de 80 mil euros.

Trata-se de uma dimensão assistencial da Misericórdia, que é “silenciosa” porque menos reconhecida publicamente, mas é um “número muito significativo”, como salientou Manuel Castro Almeida, conferindo uma rede de amparo social incontornável em contexto pandémico.

Desta última AG, destacam-se ainda a aprovação das contas de 2020 por unanimidade e “uma saudosa menção” aos Irmãos Nuno Duarte Costa e Américo Lima da Silva”, falecidos no ano transato.

 

Centro de Dia de Nogueira do Cravo reabre ao fim de 15 meses

Ao fim de 15 meses de paragem forçada devido à pandemia, o Centro de Dia de Nogueira do Cravo reabre esta semana. Pelo menos, é essa a intenção dos seus responsáveis, após emissão de autorização de reabertura pela autoridade de saúde e pela Segurança Social. Aliás, segundo avançou ao labor o diretor de serviços da Santa Casa da Misericórdia (SCM) de S. João da Madeira, Vítor Gonçalves, o reinício da atividade desta valência do Centro Social e Paroquial de Nogueira do Cravo está apenas “dependente da contratação de trabalhadores”.

Ainda a propósito, a SCM informa em comunicado remetido ao nosso semanário que “tem disponibilidade para deslocar os candidatos interessados para as instalações daquela resposta social, a exemplo do que já faz para o Centro de Dia de Fajões, que se mantém reaberto”. Neste momento, cerca de cinco utentes do Centro de Dia de S. João da Madeira, que ainda está fechado, frequentam o congénere fajonense.

A mesma nota informativa destaca também que o encerramento dos centros de dia levou a uma maior procura do SAD – Serviço de Apoio Domiciliário. Tanto que “o SAD da Misericórdia, que habitualmente atende a freguesia de Fajões, estendeu os seus serviços a S. João da Madeira, representando quase 15% dos utentes da resposta social”.

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