Transportes e Indústria são os setores mais poluentes

 S. João da Madeira foi o primeiro Município a apresentar um Plano para a Transição Energética em Portugal.

Depois de ter sido aprovado por unanimidade pelo executivo concelhio a 31 de maio de 2021, o documento, elaborado em estreita colaboração entre o Município e a Energaia, foi apresentado a 9 de junho à comunicação social na Oliva Creative Factory.

O seu principal objetivo é reduzir em 49% as emissões de Dióxido de Carbono (CO2) nos próximos nove anos, passando das 111.756 toneladas registadas em 2008 para as 55.751 em 2030, através de medidas que devem ser postas em prática pelos setores público e privado e pela população.

O investimento total, público e privado, está estimado em 40 milhões de euros com recurso a incentivos locais, nacionais e europeus.

De acordo com o Plano para a Transição Energética do Município de S. João da Madeira, entre os setores mais poluentes estão os transportes (40%) e a indústria (32%), seguidos dos serviços (14%), residências (13%) e, por último, iluminação pública (1%).

Para o setor mais poluente, o dos transportes, o documento prevê a transferência de 30% da atividade automóvel para transportes coletivos (20%), bicicleta (7,5%) e a pé (2,5%). Já na indústria, o segundo setor mais poluente, a meta é reduzir em 5% a energia consumida com recurso a gás natural e painéis fotovoltaicos. Nos edifícios de serviços e de residências a intenção é melhorar os sistemas de climatização, a iluminação interior, a cobertura e o isolamento e instalar painéis solares.

“Não é um documento do futuro, mas do presente porque quem não o seguir está condenado” 

Tendo em conta a situação de emergência climática que vivemos, “não fazer o plano era muito grave”, afirmou o presidente Jorge Sequeira. Para quem “S. João da Madeira esteve sempre na linha da frente” ao ser o primeiro Município a apresentar um Plano para a Transição Energética que deve ser seguido por todos. Todavia, Jorge Sequeira reconheceu a importância de passar da teoria à prática caso contrário o documento deixa de servir o seu propósito que é “atingir a neutralidade carbónica em 2030”. “Este plano não pode cair em saco roto”, realçou o presidente da câmara, assegurando que para que tal não aconteça vai ser criada uma equipa que o torne operacional e vai ser levada a cabo uma campanha de sensibilização, incentivo e esclarecimento de todos os agentes envolvidos.

A apresentação do Plano para a Transição Energética do Município de S. João da Madeira contou ainda com as intervenções dos engenheiros Borges Gouveia e Luís Castanheira em representação da Energaia. O primeiro apelou à tomada de consciência de que “estas transformações vieram para ficar” e à importância de “avaliar o impacto do plano para que este melhore ao longo da sua evolução”. Da parte do segundo foram dadas duas certezas: “não há plano sem um papel interventivo da comunidade” e “não me atrevo a dizer que é um documento do futuro, mas do presente porque quem não o seguir está condenado”.

 

Medidas ligadas à eficiência energética

Ao longo da sua intervenção Jorge Sequeira referiu algumas medidas ligadas à eficiência energética que têm marcado o seu mandato. Tais como a reabilitação de 11 prédios do Bairro do Orreiro, a substituição das lâmpadas tradicionais de iluminação pública por LED, a construção de ciclovias, a otimização da rota de recolha de resíduos, o TUS gratuito, os novos abrigos do TUS, a colocação de dois postos públicos de carregamento de viaturas elétricas, a candidatura para comprar duas viaturas elétricas, a auditoria energética à empresa municipal Águas de S. João, a criação de habitações dignas através do 1º Direito, inserido na Estratégia de Habitação Local, entre outras.

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