A Sanjoanense passa a fazer parte do lote de 24 clubes que vão participar na primeira edição da Liga 3, que arranca a 15 de agosto. O Leça FC, segundo classificado da Série 3 da Fase de Apuramento, atrás do S. João de Ver, não conseguiu o licenciamento para a nova competição, situação que levou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a convidar a Sanjoanense, terceira classificada da fase de acesso, para ocupar a vaga do clube de Matosinhos. “É um prémio mais do que merecido. É um prémio por uma regularidade a todos os níveis, tanto desportiva como financeira e emocional”, considera Carlos Rui, presidente da AD Sanjoanense – Futebol SAD, para quem esta subida “é o culminar de uma época sofrida” de uma equipa que contou com um “orçamento baixíssimo face à concorrência”. “Acho que todos merecíamos isto pelo sacrifício que passamos, nomeadamente este ano, que foi bastante complicado”, garante.

Na nova competição, que Carlos Rui define como uma “antecâmara do futebol profissional”, há uma série de especificidades impostas pela entidade organizadora (FPF) que os clubes estão obrigados a cumprir. Para além do aspeto financeiro, com a apresentação de uma declaração que comprove a inexistência de dívidas, o regulamento impõe aos clubes uma série de requisitos ao nível das instalações, logísticos e organizativos e que o clube alvinegro parece cumprir. “A Sanjoanense passou no teste”, assegura Carlos Rui, sublinhando apenas a necessidade de “pequenas alterações” e de “sujeitar o relvado a testes consecutivos e periódicos”, face à idade do mesmo.

Depois de uma época “com fortes limitações orçamentais e com um dos planteis mais jovens do campeonato”, Carlos Rui reconhece que a presença na nova competição vai obrigar a Sanjoanense a “reajustes” no orçamento, mas assegura que o clube vai continuar a seguir uma “linha de orientação muito sustentada”. “Internamente sempre disse que aqui pagamos como amadores, mas exigimos como profissionais”, recorda o presidente da SAD, reconhecendo que o objetivo passa por fazer “uma Sanjoanense competitiva”. “Não pode estar uma sardinha no meio de 11 tubarões”, justifica Carlos Rui, assegurando, no entanto, que a prioridade passa por “manter a sustentabilidade do projeto” para que o futebol sénior continue como está, “com as contas em dia”.

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