Tendo iniciado em janeiro de 2020, a obra de reabilitação do Mercado Municipal devia ter ficado pronta um ano depois. Porém, um conjunto de circunstâncias levou a que os trabalhos fossem prolongados por mais 351 dias. Apesar da prorrogação do prazo de execução só ter sido levada à reunião de câmara esta semana, já se encontra em vigor desde o início deste ano, estando prevista a sua conclusão até ao dia 31 de dezembro.

A prorrogação do prazo da obra de reabilitação do Mercado Municipal por mais 351 dias foi aprovada por maioria com cinco votos a favor do PS e dois contra da coligação PSD/CDS-PP. Um conjunto de “várias vicissitudes” levaram a “um atraso na sua execução. Isso é insofismável”, reconheceu o presidente da câmara, Jorge Sequeira, na reunião quinzenal entre executivo e oposição, onde também aprovaram, mas desta vez por unanimidade, trabalhos complementares, no valor de cerca de 66 mil euros, para a mesma empreitada.

“O problema é que aquela obra não tem gente a trabalhar” e, por isso, “é preciso chegar à conclusão se o empreiteiro tem ou não capacidade” para a terminar, afirmou Paulo Cavaleiro, vereador da coligação PSD/CDS-PP, recordando os inúmeros alertas que fez em “várias reuniões”. O vereador da oposição apresentou reservas em relação ao cumprimento da nova meta temporal, mas não deixou de mostrar vontade em “ser surpreendido”. Ainda a propósito, Paulo Cavaleiro disse não conseguir perceber o impacto da Covid-19 na empreitada do Mercado quando isso não aconteceu com a da Praça, dando como exemplo esta última onde os trabalhadores nunca deixaram de trabalhar mesmo “em dias de risco extremo”. O vereador da oposição aconselhou ainda “a câmara estar mais atenta” no que diz respeito a esta matéria”.

“A câmara tem estado muito atenta, mas esta obra revelou-se muito complexa”, assumiu o presidente da câmara, explicando que “à medida que foram feitas intervenções descobriram-se realidades imprevisíveis” num “edifício antigo” que está a sofrer “uma intervenção robusta e de fundo”, o que “implicou a necessidade de ir projetando e definindo novos trabalhos”. Suportados pela posição dos serviços que acompanham diariamente a obra, “entendemos que havia um conjunto de circunstâncias que justificam esta prorrogação ao empreiteiro” sem penalizações, justificou Jorge Sequeira. Os trabalhos complementares são “decorrentes de situações que não eram de todo previsíveis e obrigaram a adotar soluções construtivas diferentes, mas que em nada alteram o modo de funcionamento do Mercado em relação ao projeto que foi lançado a concurso”, esclareceu o vice-presidente José Nuno Vieira.

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