A AEJ e o Xadrez

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Na edição de 17 de junho, em notícia intitulada “CA Téssera apresentou as novas instalações”, foram apresentados vários depoimentos que obrigam a Associação Estamos Juntos a clarificar publicamente a história recente da modalidade de Xadrez em São João da Madeira.

Em outubro de 1990, a AEJ iniciou a atividade da sua secção de Xadrez.

Em 1991, depois de alcançar o 2º lugar no Campeonato Nacional Feminino, Alzira Silva conseguiu obter a sua internacionalização, tendo representado Portugal nas Olimpíadas de Novi-Sad (na época, ainda situada na antiga Jugoslávia).

Nos 27 anos seguintes, até 2018, a AEJ alcançou um vasto palmarés distrital conquistando vários títulos coletivos.

A qualidade do desempenho individual dos seus jogadores ficou patente ao longo desses anos, com a conquista de vários títulos distritais e mesmo sagrando-se Campeões Nacionais, como Cláudio Sá, Henrique Aguiar, Rodrigo Ribeiro e Gustavo Ribeiro.

Em outubro de 2018, face ao resultado das eleições para os órgãos sociais da AEJ, o anterior vice-presidente e responsável da secção de xadrez, Albino Silva, decide abandonar o clube, sem permitir que a direção eleita possa explicar os seus propósitos aos atletas, ou aos seus progenitores, levando a uma total debandada dos jogadores para outro clube.

Perante o panorama catastrófico em que a nova direção encontrou a situação financeira da AEJ, com várias dívidas por saldar contraídas pelos anteriores diretores, inclusivamente para com a Junta de Freguesia de São João da Madeira, por má utilização do espaço de fisioterapia, devolvendo-o com evidências de desleixo e danificação, não foi possível encontrar qualquer solução para estancar o abandono a que a secção de xadrez foi colocada.

Sem jogadores, sem os modernos tabuleiros de madeira, sem as respetivas peças, nem qualquer relógio de controlo de tempo, do xadrez, apenas ficaram na sede da AEJ as taças brilhantemente conquistadas pelos seus jogadores.

Perante estes factos, a AEJ repudia a ideia de que a modalidade tivesse estado em perigo de sair de São João da Madeira, pois a sua iminente saída deveu-se à aposta do novo clube, agora contemplado com sede social na Casa das Associações. Por outro lado, jamais a AEJ permitiria que São João da Madeira não tivesse xadrez, caso a questão tivesse sido colocada nesses termos. A realidade dos factos é que o xadrez foi retirado à AEJ.

Infelizmente, ainda não foi possível à AEJ recuperar a sua atividade na modalidade de xadrez, manifestamente devido aos impedimentos provocados pela pandemia, que têm adiado a organização de Campos de Férias, que poderá ser sempre a principal atividade de recrutamento de jogadores para a modalidade, tal como aconteceu nos 28 anos de atividade da secção de xadrez.

No que depender dos órgãos sociais eleitos em 2020, tudo será feito para recuperar a dignidade da AEJ, seja no plano institucional, seja no aspeto financeiro e igualmente na componente eclética, tudo no compromisso de respeitar as instalações cedidas pelo município, valorizando-as e colocando-as ao dispor dos seus jovens desportistas.

Presidente da Assembleia Geral

Rui Guerra

 

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