CLAIM deverá começar a funcionar até final do mês  

A Junta de Freguesia de S. João da Madeira (JFSJM) será a primeira do país a implementar um Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM), depois de aprovado e assinado um contrato interadministrativo que formaliza a transferência desta competência que é do Município para a própria junta. Após aprovação por unanimidade em reunião de câmara e na última sessão Assembleia de Freguesia (AF), o documento aguardava até ao fecho da presente edição “luz verde” do órgão deliberativo municipal.

Em declarações às jornalistas já no final da AF, que voltou ao seu formato presencial, Helena Couto assegurou que “o CLAIM tem todas as condições para entrar em funcionamento já”, faltando apenas a deliberação da Assembleia Municipal e, posto isso, a assinatura do protocolo de cooperação. A autarca prevê que a abertura de portas se verifique até ao fim deste mês.

O CLAIM funcionará na Biblioteca de Fundo de Vila, situada no nº 51 da Rua Cerqueira de Vasconcelos. O atendimento (por marcação) será feito às quartas-feiras, por recursos humanos da JFSJM devidamente formados para o efeito.

Todos os custos inerentes ao projeto, desde as instalações aos recursos humanos e materiais necessários, serão assumidos pela junta, não sendo esperado qualquer encaminhamento de verbas por parte da edilidade.

Número de estrangeiros a viver em S. João da Madeira ultrapassa os 670

Segundo os dados mais recentes, referentes a 31 de dezembro de 2019, da plataforma Pordata e do SEF, a cidade de S. João da Madeira (SJM) tinha a residir, na altura, no seu território 678 cidadãos estrangeiros (322 homens e 356 mulheres) com autorização válida de residência. Já no que diz respeito aos concelhos próximos, Santa Maria da Feira contava com 1.603, Oliveira de Azeméis 843, Vale de Cambra 291 e Arouca 123.

Relativamente ao distrito de Aveiro e aos 19 municípios que o compõem, SJM surgia em 11º lugar no que concerne ao maior número de população estrangeira residente.

Na AF de 25 de junho, Helena Couto falou destes 678 migrantes, registados em 2019, mas acredita que agora serão muitos mais. Isto, a julgar pelos “pedidos enormes de atestados de residência” que lhe chegaram às mãos nos últimos dois anos, a maioria de brasileiros e marroquinos.

Por esta e por outras razões, justifica-se, em seu entender, a existência deste gabinete de acolhimento, informação e apoio em S. João da Madeira.

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