Investimento imobiliário na ordem dos 4,5 milhões de euros arrancará ainda este ano 

 

Volvidos nove anos desde que foi aprovado pela câmara e pela assembleia municipais, o Plano de Pormenor (PP) das Corgas, da autoria do arquiteto Eduardo Souto de Moura, começou finalmente a ser executado.

O primeiro passo foi dado com a constituição do lote da Corgimobil – Empresa Imobiliária das Corgas, Lda., do Grupo Mota-Engil, seguindo-se o projeto de arquitetura, que, entretanto, também recebeu “luz verde” por parte do executivo. Aliás, nas traseiras do Museu da Chapelaria, já lá está o “tapume”, dando nota que o promotor imobiliário já está no terreno e que não faltará muito tempo para o início da obra.

Em declarações ao labor no final da apresentação pública do PP e do Parque Urbano das Corgas que, no passado dia 25, teve lugar no auditório dos Paços da Cultura, Vítor Pinho falou deste investimento de cerca de 4,5 milhões de euros da Corgimobil. Trata-se da “construção de 24 apartamentos”, conforme concretizou o engenheiro, acrescentando que cada um deles terá os quartos virados para nascente (Museu da Chapelaria) e as cozinhas e as salas para poente. Contará também comvarandas amplas”. Aliás, “o projeto abre-se todo para o parque” verde que a autarquia criará, como fez questão de sublinhar o responsável.

Ainda de acordo com Vítor Pinho, a Corgimobil está a direcionar este seu projeto “para o mercado médio/alto”. “Achamos que a potência que este sítio tem é enorme e por isso estamos perfeitamente convencidos que isto vai ser um sucesso”, disse o engenheiro, esperando que “juntamente connosco todos os outros acreditem que isto vai ser um sucesso”.

Corgimobil também vai construir uma torre de 20 andares

A Corgimobil vai começar por construir um edifício de quatro pisos (lote 18), que ficará ao lado de uma torre de 20 andares (alguns deles destinados a serviços e outros a habitação) que também será ela a edificar. Esta torre será “um símbolo” que “marcará a cidade”, como disse Vítor Pinho.

“Neste momento, decidimos ir por fases: primeiro, arrancar com o lote 18 e perceber qual é a reação do mercado, perceber qual é a procura e, em função disso, perceber se estamos certos”, prosseguiu, avançando que para já ponderam “começar a desenhar, pelo menos, a tal torre”.

Os trabalhos de construção do primeiro edifício ainda não arrancaram, “porque estamos numa fase de preparação das campanhas de marketing que iremos fazer” e também a “tratar do financiamento”. Mas a Corgimobil conta avançar com a empreitada daqui a “dois, três meses”.

Câmara quer celebrar contratos de urbanização com proprietários

À semelhança do que aconteceu com a “nova” Zona Industrial das Travessas, também neste caso a autarquia quer celebrar contratos de urbanização com todos os proprietários dos terrenos. Muitos deles estiveram presentes na reunião da última sexta-feira, com a qual se deu, segundo Jorge Sequeira, “o pontapé de saída para se executar um plano de pormenor importantíssimo, que vai requalificar uma zona da cidade e criar uma nova centralidade”.

GN

De acordo com o autarca, “a realização entre todos os proprietários e a câmara de um contrato de urbanização vai permitir que se constituam os diversos lotes idealizados no plano de pormenor e se redistribuam entre as pessoas os direitos de construção”.

Naquele dia, Eduardo Souto de Moura deslocou-se a S. João da Madeira para (re)apresentar o seu plano de pormenor. Também o arquiteto Sidónio Pardal deu a conhecer o estudo prévio do futuro Parque Urbano das Corgas.

Posto isso, prosseguirão os contactos entre a edilidade e os donos dos terrenos. Aliás, “até 16 de julho, pedimos aos proprietários que confirmem os seus dados de identificação, as matrizes e delimitações dos prédios”, solicitou Jorge Sequeira, referindo ainda que “até ao fim do mês tencionamos apresentar uma proposta de redistribuição e de compensações entre todos”.

O dito acordo “envolverá compensações mútuas, que podem ser em dinheiro ou em direitos de construção dos futuros edifícios que vierem a figurar nesse mesmo território”, como esclareceu o edil.

 

Souto de Moura sugere gabinete de acompanhamento  

O Plano de Pormenor das Corgas, desenhado por Eduardo Souto de Moura, aponta para “uma cidade complementar ao existente”. Não é, pois, “um projeto de uma cidade de rutura”, como o próprio arquiteto disse na sessão da última sexta-feira.

Souto de Moura planeou para as Corgas “uma zona verde com edifícios à volta, mas sem criar fronteiras”. “Estou a contribuir (com torre ou sem torre, com mais prédio ou menos prédio) para ancorar este parque que o Sidónio Pardal desenhou”, referiu.

Em seu entender, o plano de pormenor é apenas “um ponto de partida” para um trabalho que deve ser feito pelas várias entidades que intervêm no território. Daí defender a criação de um gabinete de acompanhamento onde, quinzenalmente, os vários intervenientes (representante dos proprietários, representante da câmara, etc.) terão uma palavra a dizer. “Este gabinete servirá para discutir caso a caso”, reforçou o arquiteto, para quem o Plano de Pormenor das Corgas “tem todas as condições” para fazer de S. João da Madeira “um exemplo para o país”.

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