A minha coluna

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A PROPÓSITO DO JOE…

Pode parecer um pouco exagerada a atenção e até algum destaque que publicamente dou ao meu gato, mas as coisas são como são. Quem gosta de animais percebe-me e quem não gosta tem bom remédio… Ainda por cima quando o nosso animal de estimação – um dos vários, diga-se… – tem amiudadas demonstrações de alguma perspicácia e até inteligência, acho que é justo dar valor a quem o tem. E o meu gato tem. Ponto. Como se pode ver pela foto o meu gato é preto. Já o tinha dito, mas fica aqui a prova. Com o seu consentimento porque ele sabe que não tornarei público mais nenhum dos seus dados de identificação. Até porque esta libertinagem de dizer o nome e a morada é um crime que pode custar milhões a quem o fizer. Publico só a foto porque assim fica em pé de igualdade com os organizadores de manifestações em Lisboa que vieram para a televisão dizer que tinham sido dadas informações suas aos serviços secretos de outros países e que agora toda a gente os conhecia mesmo antes de aparecerem nas televisões a repetir vezes sem conta que não queriam ser conhecidos e que o Medina e a câmara etc… e tal.

DR

Bom. Quanto ao meu gato é assim. Só a cor e a foto. Posto isto a novidade é que esta semana o encontrei a ler o Expresso no momento em que, por escassos minutos, deixei o jornal na mesa enquanto dava solução à necessidade de beber um café. Bem preto. E se o meu gato não lia, disso dava a ideia. E o que lia? A crónica do Miguel Sousa Tavares na parte que escreveu sobre o Joe. Só mais um parênteses. O meu gato gosta do Joe. Talvez pela cor. O Joe e o meu gato têm em comum o vestir de preto. O meu gato é assim porque sim. O Joe veste de preto porque lhe dá um certo ar de entendido em arte. Uma camisolinha preta com uma calça preta e um casaco a condizer dá sempre um ar intelectual e, não fosse aquela tirada do “ah, ah, ah” depois de dizer que não devia nada aos bancos, o Joe continuaria a ser considerado próximo do intelectual das coisas. Mas regressemos ao assunto principal. O meu gato estava mesmo a ler o texto do MST e, quando lhe tentei tirar o jornal, avançou a pata direita com as garras bem abertas para cima de um excerto do texto cortando, obviamente, o frágil suporte de papel em que o jornal é impresso e dando um desajeitado salto para o chão ainda com um pedaço de papel nas unhas. Como eu ainda não tinha lido a crónica em causa consegui recolocar o recorte no sítio tendo então percebido a intenção do meu inteligente gato.

A parte que ele cortara dizia, referindo-se ao Joe, que, e cito, “… conseguiu que o problema de armazenamento da sua coleção com mais de mil obras de arte fosse resolvido pelo Estado, que lhe pôs à disposição o maior equipamento cultural público à borla e ainda com direito a ostentar o seu nome, ficando Lisboa, em contrapartida, sem espaço para as grandes exposições itinerantes, para as quais, em grande medida, o CCB foi construído…”. Tendo em conta a amizade e admiração que o meu gato tem pelo Joe admito que, com a sua inteligência e perspicácia, estivesse a tentar impedir-me de tomar conhecimento desta parte do texto. Mas porquê? Ainda hoje me interrogo…

Balha-me Deus!

JUNTA?

Eu tinha outra fotografia do meu gato para publicar. Mas percebo que era um exagero. Esta
semana, já depois do episódio anterior, apanhei-o escondido, atrás de um armário, como que dando a entender que não estava ali. É claro que, como diz o povo, normalmente os gatos deixam o rabo de fora quando se escondem e era isso que estava a acontecer. Percebi que o assunto que o fazia tentar esconder-se era um conversa telefónica que eu estava a ter com a equipa do jornal sobre as notícias mais recentes dos candidatos à Junta. Sempre que a palavra “junta” era pronunciada, o meu gato tentava esconder-se ainda mais muito embora o rabo se mantivesse à vista. Será que o gato estaria com medo que alguém o fosse convidar para ser candidato? Fiquei com a dúvida…

Balha-me Deus!

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