O Governo decidiu a 1 de julho que as eleições autárquicas vão ser realizadas no dia 26 de setembro.

Recorde-se que o enquadramento legal obriga a que as eleições autárquicas decorram entre os dias 22 de setembro e 14 de outubro. O dia dos atos eleitorais é o mesmo em todos os círculos e recai a um domingo ou feriado nacional, podendo recair também em dia feriado municipal o ato eleitoral suplementar.

Tendo em conta as limitações impostas pela pandemia e o seu impacto nas ações de campanha, olabor foi ouvir a opinião dos partidos sobre a data escolhida para as próximas eleições autárquicas.

 

Reações dos partidos 

“Não é por duas semanas que vai fazer diferença em termos de campanha. Os partidos têm de se organizar. Obviamente vai ser uma campanha atípica e até difícil, sobretudo, para quem está na oposição. É sempre um risco, mas vamos minimizá-lo. O presidente vai ter um núcleo duro para minimizar contactos. À semelhança do cidadão normal, os partidos vão ter de se organizar com as ferramentas disponíveis e, acima de tudo, reinventar-se”, Rodolfo Andrade, líder do PS

 

“É compreensível o argumento do Governo em não querer fazer coincidir as eleições autárquicas com a apresentação do Orçamento de Estado. Porém, tendo em conta o contexto pandémico em que se encontra o país não faz sentido a data de 26 de setembro. Em bom rigor, dentro das datas permitidas por lei, o ideal seria o 10 de outubro. Desta forma, ganharíamos mais tempo para avançar no processo de vacinação e imunidade de grupo. Assim como seria um ganho de tempo para dar a conhecer os candidatos, o seu programa e as suas ações de campanha”, Susana Lamas, líder do PSD

 

“Não é a data que é preocupante, mas sim o período Covid que atravessamos que pode provocar abstenções desmedidas. E, assim, a participação dos sanjoanenses pode causar surpresa”, Manuel Correia, líder do CDS-PP

 

“Quanto à data das eleições pensamos que um pouco mais tarde, a 10 de outubro, seria melhor. Permitia melhor organização das campanhas e, tendo em conta a pandemia, acautelar melhor todos os procedimentos do ato eleitoral. O Governo não entendeu assim e marcou para 26 de setembro. Uma vez marcado nada mais temos para referir”, Comissão Coordenadora da CDU

 

“O dia 26 de setembro parece-nos o melhor. Há maior probabilidade de estar melhor tempo, o que permitirá fazer uma campanha ao ar livre, ou seja, manter a campanha e o contacto com a população, mas sem ignorar os necessários cuidados a manter por causa da pandemia. Por outro lado, o dia 3 é muito próximo do feriado de 5 de outubro. Podem existir pontes e miniférias, o que potenciaria a abstenção. Já o dia 10 ficaria em cima da apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2022, o que poderia fazer com que o debate autárquico fosse contaminado por esse debate orçamental”, secretariado do BE

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