A minha coluna

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NOTA FINAL

Hoje vou começar com uma nota final. O meu gato também faz parte – e dirige com alto sentido de responsabilidade – uma associação de caráter recreativo dos seus congéneres. É a AFI – Associação de Felinos Inteligentes. São quase todos gatos da vizinhança que se reúnem regularmente, sentados de frente uns para os outros, normalmente ao sol. Tem sede fora do nosso concelho. Não por vontade do meu gato, sanjoanense de gema, mas porque, estando em minoria, teve de aceitar democraticamente a mudança da sede para um concelho vizinho, com mais terreno que o nosso e que, embora sem casa de associações, tem muito mais espaço ao ar livre que é, aliás, onde reúnem os associados da AFI. Aqui chegados, à época pré-eleitoral, é esta mais uma daquelas ocasiões em que se percebe a mágoa que o animal tem por não poder receber os candidatos sanjoanenses às autárquicas. Os do concelho onde está a sede, muito embora não lhes tenham ligado patavina nestes últimos 4 anos (nem nos anteriores…), ainda nem sequer se dignaram solicitar uma reunião formal para fazer de conta que percebem os problemas que, no dia a dia, têm os gatos e a própria AFI…

Balha-me Deus!

OBRIGADO, VIEIRA!

O homem pode até nem vir a ser acusado de nada. Não seria a primeira vez que a Justiça (?) prende alguém conhecido por uns dias para tentar perceber como e para que é que o dinheiro de alguns anda de um lado para o outro (ou fica parado em sacos do Pingo Doce), principalmente porque não terá percebido nada enquanto investigava. Às vezes até dá ideia de que são só “suponhamos”. E depois, a troco de uns 3 ou 5 milhões, os sujeitos são libertados até ao dia em que for (ou não) sujeito a julgamento, o que normalmente acontece por altura das festas do S. Nunca. Mas, assim ou de outra forma, há acontecimentos destes que são como que um alívio para os nossos olhos e ouvidos que, como se percebe, gostam de “ouver” telejornais. Não importa nada, para já, se o caso do cartão vermelho tem relevância penal, se há ou não crimes e se o SLB vai ou não ser prejudicado e deixar o próximo campeonato ser ganho por outro clube. O que importa é que foi a única forma de, durante mais de uma semana, termos tido os primeiros 56 minutos sem aquelas notícias deprimentes do covid e dos internamentos e das vacinas e, principalmente, dos especialistas. Nem sei se hei-de agradecer ao Vieira ou ao Ministério Público….

Balha-me Deus!

ACHO DEMASIADO

Por falar em pandemia. Apesar do alívio das notícias sobre o tema, há assuntos que nos dão que pensar. Ficam na memória depois de os ouvirmos, mesmo que não tenham qualquer interesse. É a força do audiovisual. Há dias, não sei se antes ou depois do Vieira, percebi que na próxima época futebolística os clubes vão ser autorizados a ter nos seus estádios um número de espetadores até 30% da respetiva lotação máxima. E se no caso dos 3 ou 4 grandes clubes a limitação faz sentido, já nos demais eu creio que a DGS, “como sempre” – no dizer dos comentadores políticos do domingo -, estará a criar confusão desnecessária. É que, tanto quanto me recordo de imagens televisivas, antes da pandemia já não era fácil ocupar esses tais 30% na maioria dos estádios. Tenho ainda memória de bancadas vazias em jogos da I Liga e, dizer hoje que podem ter até 30% da lotação significa que vão ter de andar a oferecer bilhetes para tentar dar a ideia de que há gente que ficou de fora e depois virem reclamar para as televisões que as autoridades de saúde e o Governo estão a matar o desporto…

Balha-me Deus!

BYE BYE MACAU

Se alguém tinha dúvidas sobre a democracia chinesa, que não vá mais longe. Depois do que vimos acontecer em Hong Kong, território em que a China, desrespeitando o acordo que tinha assinado com o Reino Unido, impôs as regras da sua “democracia” uns 30 anos antes do tempo previsto, chegou a vez da “nossa” Macau. A notícia é fresquinha e diz expressamente que só podem concorrer às eleições indivíduos que sejam a favor da “democracia” chinesa, a oficial, a de Pequim. A questão toca-nos mais, não porque se esperasse outra coisa do regime (apesar do simpático sorriso do seu Presidente de tudo…) mas porque, pelo menos para a minha geração, há ainda afinidade cultural com aquele território. Mas as coisas são como são e este tipo de “democracia”, com paciência de chinês, lá vai construindo o seu domínio absoluto. Que sirva de lição e aviso…

Balha-me Deus!

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