Logo na primeira época a equipa B garantiu a subida à 2.ª Divisão. Como descreveria o percurso da Sanjoanense?

A aposta do vice-presidente Pedro Ribeiro em substituir os sub23 por uma equipa B, com o intuito de dar mais experiência a um grupo bastante jovem, mas com qualidade, integrando-o no Campeonato Nacional da 3.ª Divisão foi uma aposta ganha. E a subida de divisão logo na primeira temporada demonstra a qualidade da equipa e dos intervenientes, que ao longo do campeonato, e agora na fase final, conseguiram demonstrar que tinham armas e bagagens para enfrentarem desafios mais aliciantes.

Os objetivos foram superados?

Cumpriram integralmente o que estava delineado e uma época depois da equipa ter sido criada acabou por subir de divisão. Agora o desafio será maior, mas saudável, porque a 2.ª Divisão vai permitir que os atletas ganhem experiência para, num curto espaço de tempo, integrarem a equipa A, que é um dos objetivos.

Foi esse o objetivo quando há um ano o Pedro Ribeiro decidiu apostar numa equipa B em detrimento dos sub23?

Foi, e foi uma aposta ganha. Estes jogadores iam crescer mais rapidamente se tivessem contacto com equipas seniores. No Campeonato Nacional de sub23 tanto defrontam atletas de 21 ou 22 anos como de 16 ou 17. São equipas muito mais jovens e onde não existe a competitividade de uma 3.ª Divisão, que contribui para um maior crescimento dos atletas e isso foi notório na Sanjoanense, que, aliás, tem mostrado um alto nível competitivo em todos os escalões.

A subida de divisão logo na primeira época foi uma surpresa ou era, de alguma forma, esperada face à qualidade que a equipa foi apresentando no decurso da temporada?

Começou a estar na miragem de todos nós quando a meio do campeonato a equipa só tinha vitórias e dois empates e demonstrava uma garra e vontade de alcançar cada vez mais. Infelizmente acabaram por perder na última jornada um jogo acessível, mas que também acaba por ser o resultado da juventude e inexperiência competitiva dos atletas. A equipa chegou à fase de promoção com o objetivo de subir de divisão e encontrou adversários muito fortes e mais experientes, mas soube ultrapassar as dificuldades e acabou por ser, na minha opinião, a que apresentou melhor hóquei em patins.

A subida de divisão implica mais despesas para um clube que ao longo dos anos se debate com dificuldades financeiras e que ultimamente foram agravadas pela pandemia. A presença na 2.ª Divisão será uma realidade ou a decisão lógica e racional passa por abdicar da subida?

É um desafio para a equipa, mas também para mim, que, como presidente do clube e responsável pela secção de hóquei em patins, irei trabalhar para não defraudar as expectativas destes jovens. Agora temos de estabelecer os contactos necessários para tentar minimizar os custos de ter duas equipas na 1.ª Divisão (masculino e feminino) e outra na 2.ª Divisão (equipa B). Vamos enveredar todos os esforços nesse sentido e serei o último a abandonar o barco.

Será o mesmo plantel que vai disputar a 2.ª Divisão ou estão previstas alterações no grupo de trabalho?

A equipa deverá ser, mais ou menos, a mesma. Poderá sair um ou outro elemento, mas iremos tentar manter o plantel porque será o futuro da Sanjoanense ao mais alto nível num curto espaço de tempo.

Com a equipa na 2.ª Divisão e uma vez que os clubes estão impedidos de terem duas equipas no mesmo escalão, lutar pela subida deixa de ser um objetivo?

O objetivo de ambas as equipas deve passar pela manutenção, até porque, se o plantel principal descesse de escalão a formação B teria de ser afastada para a 3.ª Divisão.

A subida acabou por ser o corolário de uma época que, apesar de atípica e fortemente afetada pela pandemia, revelou-se bastante positiva.

Terá sido, talvez, uma das melhores épocas da Sanjoanense ao nível sénior. Para além da subida de divisão do basquetebol feminino e do futebol, agora foi a equipa B de hóquei em patins às quais se junta a excelente prestação da equipa sénior feminina de hóquei em patins que, pela primeira vez na sua história, vai ter acesso a uma competição europeia. Pelo lado negativo, é de realçar o facto dos escalões de formação só terem regressado à competição nos últimos dois meses e isso deixa-me com sérias preocupações para o futuro destas gerações que ficaram praticamente duas épocas sem treinos ou competições. Com o intuito de minorar esses efeitos, estamos a estudar a possibilidade de criar equipas secundárias, como no hóquei em patins e como vai acontecer no futebol, permitindo dar aos nossos jovens experiência competitiva num plantel sénior e que de outra forma dificilmente a teriam depois de duas épocas praticamente parados.

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