Seguem-se intervenções no centro e em Fundo de Vila

 

O projeto “Ruído”, dos artistas “Draw” (Frederico) e “Contra” (Rodrigo), é responsável pela primeira de um conjunto de três obras de arte urbana começou a ser criada a meio da tarde de terça-feira no campo de basquetebol do Parque Municipal Ferreira de Castro.

“Vamos usar o pavimento como se fosse uma tela e vamos fazer exatamente o que fazemos mais. Normalmente é pintura de mural, mas neste caso vamos fazer a pintura de pavimento. O nosso trabalho é constituído por uma parte figurativa e por uma parte abstrata. O tema que vamos interpretar é sobre o chapéu”, deu a conhecer “Contra”. Como “Draw” é mais especializado no retrato da Figura Humana, sendo o responsável pelo mural de homenagem a Salgueiro Maia criado num dos edifícios do Bairro do Poder Local, ao passo que “Contra” faz um trabalho muito mais abstrato, foi-lhe passada a palavra no sentido de explicar a imagem que vai ser representada no campo de basquete. “É quase o movimento da saudação que se fazia com o chapéu” porque “percebemos a importância do chapéu quase como um status social” depois da visita ao Museu da Chapelaria, onde foi dada a conhecer a história da indústria chapeleira em S. João da Madeira, revelou “Draw”. Se tudo correr como esperado, a obra estará terminada este sábado.  O projeto “Ruído” foi criado em fevereiro deste ano como forma de afirmar a colaboração de uma década entre os dois artistas. Desde então, “Draw” e “Contra” têm deixado a sua marca de um pouco por todo o país uma vez que o contexto de pandemia não tem permitido viajar muito para fora.

Objetivo é “criar um circuito que possa cativar o turismo que se dedica à arte urbana”

DR

“Queríamos fugir do conceito tradicional de arte urbana apenas em edifícios de pequena e maior dimensão”, daí a escolha de intervenção no campo, tabelas e bancadas do recinto de basquetebol, explicou Joana Galhano, diretora do Museu da Chapelaria e do Museu do Calçado, aos jornalistas, enquadrando estas novas obras no circuito de arte urbana iniciado em 2018 no Festival do Chapéu com continuidade em 2019. Embora este primeiro momento tenha como foco “a chapelaria”, os seguintes podem retratar “outros elementos identitários da cidade”, esclareceu Joana Galhano, adiantando que as próximas duas intervenções estão previstas para o centro da cidade e Fundo de Vila sem especificar os locais em concreto. O objetivo é “criar um circuito que possa cativar o turismo que se dedica à arte urbana”, explicou a diretora dos museus sanjoanenses, dando como exemplo que “ao nível do desporto já está a ser trabalhado com caminhadas”.

 

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