Tanto nos aproximamos, de uma centenaridade,
E que nos faz mergulhar numa certa solidão,
Apesar do apoio amigo dos entes, inda sem idade,
Numa existência que tende em levar-nos a razão!

Tudo gira à nossa volta, de técnica e super técnica,
Imagens belas surreais, premindo o simples botão;
Em pressas de causa/efeito, esta nova arte cénica,
Com atores, palcos diferentes, outros tipos de emoção!

Vai-se avançando no tempo, já o vamos dominando.
Temos na primeira linha os robots, o cibernético,
Comandados pela jovem ciência dos mais dotados,
A nova comunidade do mundo super genético!

Criam-se novos agentes, laboratórios infinitos,
Simulam-se portas adentro, os “encantos” cosmogónicos,
O Universo vai perdendo os segredos “mal, bem ditos”,
Mistérios inexplicáveis, hoje concertos harmónicos!

Espetáculo soberbo este, para os da fila primeira,
A quem sobra tempo espaço, o mundo à sua frente;
Mas os outros espectadores? Os da fila derradeira,
Que já não dominam o tempo, o que vai ser dessa gente?

Flores Santos Leite

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