Terá partido um amigo?
O que é certo não consigo,
Se bem que o que queira entender,
Olhar para trás: perceber…

Terás morrido irmão?
Mas que partida em vão!
Pois deixaste-me a cismar,
Foste só sem me avisar…

Que me levavas contigo,
Só contigo e tu comigo,
Ter alguém acompanhar,
Manter-se um papaguear

P´ra saber qual a maneira
De traçarmos a carreira,
P´ra um ocaso à nossa espera,
Na ilusão de uma quimera!

Ambos rolarmos no espaço!
Tontos, ledos, num abraço,
Dançar, cantar …e um louvor
muito especial, ao amor…

Irmos num feixe de luz,
Aos ombros a nossa cruz,
Sempre a fugir ao calvário,
Cá p´ra trás…imaginário!

Mas foste não avisaste,
Foste só não me levaste!
Só! Na minha solidão…
Que fizeste meu irmão?

Não e não, tu não morreste,
Nesta corrida venceste,
Chegaste primeiro, eu sei;
Um dia te vencerei…

Isso sei, pois este mundo
É muito mais que profundo,
Não se acaba, pois renasce,
E lá no fundo? O encontro faz-se…

Juntos depois, nas celestes
Naves, sem picos agrestes,
Esferas de um mundo além
Rolarmos sem mais ninguém…

Flores Santos Leite

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Loading Facebook Comments ...