Do nº 78 da Rua Alão de Morais para o nº 945 da Avenida da Liberdade, nas imediações do posto de abastecimento de combustível Galp. A Farmácia da Praça vai mudar-se para uma zona que, apesar de distar apenas cerca de 1,3 quilómetros da atual localização, não tem cobertura de farmácias, o que à partida será “um garante de viabilidade económica” e também permitirá à população envolvente uma maior acessibilidade aos medicamentos, seja a pé, seja de transportes públicos ou individuais.

Novo local tem condições para criação de serviço de atendimento em drive-in

Mas os motivos da transferência não se ficam por aqui. Segundo Jorge Sequeira, que antes do assunto vir à reunião de câmara de 21 de julho já tinha reunido com o proprietário e diretor técnico da farmácia, “a transferência prende-se com a necessidade ou a intenção de ampliar a gama de serviços a disponibilizar ao público” e também de “criar um sistema de atendimento em drive-in”, onde o utente poderá ser comodamente atendido à janela/postigo sem sair do automóvel.
O edifício para onde a Farmácia da Praça vai ser transferida está a ser preparado de raiz precisamente no sentido da melhoria global dos serviços farmacêuticos prestados. Não só por isto, mas também pelo facto de na área geográfica onde está agora haver mais duas farmácias a 230 e 300 metros de distância, respetivamente, estando, portanto, acautelada a acessibilidade a medicamentos, a câmara aprovou por unanimidade a emissão de parecer favorável à mudança de instalações, entretanto, remetido ao Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

 

MUDANÇA COINCIDE COM CENTENÁRIO NATALÍCIO DA ANTIGA PROPRIETÁRIA

Contactado pelo labor, o proprietário e diretor técnico da Farmácia da Praça confirmou que foi submetido ao Infarmed um pedido de transferência de localização da Farmácia da Praça para o nº 945 da Avenida de Liberdade. Após o parecer favorável da câmara, José Nuno Martins está agora a aguardar a autorização do Infarmed para iniciar obras de requalificação do edifício que neste momento está em fase de projeto.
Segundo disse ao nosso jornal, “esta mudança é motivada pela necessidade de melhorar
a qualidade do atendimento aos nossos utentes e para aumentar os nossos serviços farmacêuticos: a possibilidade de adaptar um edifício de raiz permite criar condições para uma farmácia virada para o futuro”. Aliás, “existem aspetos inovadores que preferimos que sejam surpresa”, acrescentou.
A Farmácia da Praça foi fundada em 1946 pelo industrial sanjoanense António Henriques tendo sido vendida alguns anos depois aos avós de José Nuno Martins: a Drª Maria Georgina Gomes da Fonseca e José Alves Martins (o Zeca da Farmácia), tendo António Henriques sido o padrinho do seu casamento. Esteve cerca de 20 anos instalada na “Praça”, como o próprio nome indica, tendo sido depois mudada para as instalações atuais no número 78 da Rua Alão de Morais. Curiosamente agora no que seria o 100º aniversário da Drª Maria Georgina Gomes da Fonseca, se fosse viva, “a mudança repete-se com a mesma vontade de inovar, mantendo a tradição, confiança e simpatia”, garantiu ao labor o seu neto.

 

CENTRO DA CIDADE “VAI PERDER MAIS UM EQUIPAMENTO”

De acordo com o chefe do executivo municipal este pedido de transferência por parte da Farmácia da Praça nada tem a ver com o facto de a Rua Alão de Morais estar a ser intervencionada. “Estão a ser aumentados os lugares de estacionamento na zona imediatamente confrontante com a farmácia. Discutimos com o proprietário se essa questão era ou não decisiva para o pedido e o que nos foi dito foi que os fatores preponderantes para a mudança eram estes, ou seja, a intenção de, sobretudo, criar um novo modelo de estabelecimento”, garantiu Jorge Sequeira, acreditando que “se este espaço vagar” “poderá rapidamente ter outra função e outra utilidade”.
Em relação à atratividade do centro da cidade, o autarca considera que “a parte pública está a dar o seu contributo, que é requalificar o território”. Mas já Paulo Cavaleiro não
é da mesma opinião.
Segundo o vereador da oposição, a zona central “vai perder mais um equipamento”, devendo a câmara se preocupar mais em “captar novos investimentos para compensar estes que saem” do que, por exemplo, com a “qualidade do piso”.

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