Adlander Matos demonstrou ter “muita fé” no projeto de formação de 75 jovens são-tomenses no CFPIC e no futuro 

A visita de Adlander Matos, ministro do Trabalho, Solidariedade, Família e Formação Profissional de São Tomé e Príncipe, a S. João da Madeira começou pelo Centro de Formação Profissional da Indústria do Calçado (CFPIC), onde, desde o início do ano, cerca de 75 jovens são-tomenses se encontram a frequentar cursos de modelação de calçado, de fabrico manual de calçado, de técnico de manutenção de máquinas para a indústria do calçado, de eletrónica, automação e comando, e de administrativo.
Esta, que é a primeira parceria estabelecida entre São Tomé e Príncipe e o CFPIC, visa dar resposta à elevada procura de ofertas formativas no país. “Temos um número muito grande de alunos que terminam o ensino secundário e procuram oportunidades formativas para depois integrarem o mercado de trabalho”, revelou Adlander Matos, assumindo que depois da sua capacitação “gostaríamos que regressassem a São Tomé e Príncipe para contribuírem com a sua formação para o desenvolvimento da região”.
O governante explicou que esta parceria é “muito importante” na medida em que comparativamente com outras estabelecidas com associações “os resultados não eram à medida do que esperávamos”.
Para já, “temos de fazer o trabalho de sensibilização junto dos formandos com dificuldades
nesta fase inicial”, admitiu Adlander Matos, durante a sua receção, realizada esta terça feira, na câmara municipal depois de ter visitado o CFPIC. “Tenho muita fé neste projeto e no futuro”, realçou o ministro do Trabalho de São Tomé e Príncipe.
Neste momento os formandos encontram-se a terminar a formação online, entram em período de férias e regressam em setembro. Problemas de adaptação à parte, o processo de formação e integração dos jovens são-tomenses tem “corrido bem. Diria que tem sido um sucesso”, afirmou Paula Gil, diretora do CFPIC, ao labor.
Por sua vez, o presidente da câmara, Jorge Sequeira, demonstrou que S. João da Madeira acolhe com “muita satisfação” o grupo de jovens que frequenta o CFPIC, tendo-lhes, inclusive, feito uma receção via Zoom devido às condicionantes impostas pela pandemia. Além das oportunidades de formação existentes na cidade, Jorge Sequeira destacou as ofertas ao nível de desporto e da cultura. Não só contou a história que levou à independência de S. João da Madeira, como também ofereceu símbolos ligados à cidade como lápis Viarco, livros (Unhas Negras, Festival de Teatro e Oliva), um catálogo do Centro de Arte Oliva e um chapéu, uma réplica do de Fernando Pessoa, a Adlander Matos. O autarca sanjoanense demonstrou ainda interesse em “estreitar as relações e os laços de solidariedade e de fraternidade com a República de São Tomé e Príncipe”. Um sentimento recíproco por parte do governante são-tomense que se demonstrou grato pelo acolhimento dado aos jovens formandos.

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