O Bloco de Esquerda (BE) reuniu com várias cuidadoras de animais. O local do encontro foi a colónia de gatos na Avenida do Brasil que é a única devidamente assinalada pelo Município, mas existem muitas mais. “Na realidade, existem cerca de 47 colónias de gatos na cidade. Nem todas têm uma bonita estrutura de 3.000 euros nem uma rede que serve mais para exibir a estrutura do que propriamente para servir os gatos, que mereciam antes uma estrutura de madeira que circunscrevesse a colónia.
Os gatos gostam de aconchego e discrição”, afirmou a candidata Sara F. Costa, em comunicado enviado pelo partido, ao labor. Na sua opinião, discrição é algo que o atual executivo não quer ter em relação a esta colónia porque “gosta de exibir medidas cosméticas em relação ao bem-estar animal, mas não encara com seriedade as necessidades dos animais”.
Já a candidata Eva Braga relembra que “estas cuidadoras têm de assinar uma ficha na câmara onde assumem uma série de deveres e responsabilidades, mas não usufruem de nenhum direito”. O partido realça ainda a extrema importância de aplicar o programa de esterilização CED (Capturar-Esterilizar-Devolver) para controlar colónias de gatos e reduzir as populações felinas silvestres. “Isso não acontece. As cuidadoras têm que recorrer ao canil intermunicipal para levar a cabo as esterilizações, canil esse que serve seis concelhos e que tem apenas uma veterinária que executa esterilizações a gatos e cães apenas às terças e quintas-feiras. É claramente insuficiente e é urgente adotar outras políticas e encontrar outras soluções”, frisa Sara F. Costa. Para o BE uma das soluções seria a criação de protocolos com clínicas veterinárias locais que garantissem assistência a animais de rua
acidentados, assim como a possibilidade de se efetuarem nas próprias clínicas esterilizações, facultando também um espaço de recobro da cirurgia para os animais. Defendem ainda uma coordenação e formação para as equipas de voluntariado que trabalham nas suas colónias, com disponibilização de verbas que permitam às cuidadoras exercerem o seu trabalho sem terem de recorrer ao seu dinheiro. “Sabemos de casos de várias pessoas que foram multadas por darem comida a animais de rua.
Esta política da penalização para as pessoas que querem ajudar os animais, não é admissível. Seria muito mais útil assinalar claramente as colónias de gatos existentes e especificar os pontos de alimentação”, remata a candidata.

 

ACOLHIMENTO DE REFUGIADOS AFEGÃOS

O BE quer que o Município de S. João da Madeira tome um conjunto de ações concretas que visem o apoio à nova vaga de refugiados afegãos. Tais como realocar ou criar novas bolsas de estudo (financiadas de forma pública, privada ou mista) para jovens deste país cujas famílias venham residir para S. João da Madeira; promover a integração no mercado laboral sanjoanense de pessoas provenientes deste país (trazendo conhecimento, potencialidade de entrada em novos mercados, etc…); e tornar S. João da Madeira um exemplo no acolhimento e integração de refugiados, mobilizando a sociedade civil, o setor público, o setor privado e o setor cooperativo na criação de uma cidade capaz de apoiar os fluxos de refugiados.

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