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Tem 44 anos, é licenciado em Direito e mestre em Economia e Políticas Públicas. Foi deputado, de 2009 a 2013, na Assembleia Municipal de S. João da Madeira (SJM) e, pela primeira vez, de 2002 a 2005, à Assembleia da República. O mesmo cargo viria a ser desempenhado de 2009 até 2013. Foi secretário de Estado da Administração Interna no Governo formado por PSD e CDS-PP.
Voltou a ser eleito deputado nas eleições legislativas de 2015 e de 2019. Enquanto deputado integrou várias comissões de trabalho. Atualmente, é presidente do Conselho Fiscal da ADS. Foi secretário-geral do CDS, vice- presidente do Grupo Parlamentar, porta-voz do partido e presidiu a JP, da qual é presidente honorário. Em 2019 disputou a liderança do CDS a nível nacional, mas perdeu a eleição para Francisco Rodrigues dos Santos.
Esta é a primeira vez que o protagonismo da candidatura da coligação fica entregue a um centrista. A última vez que os partidos concorreram juntos à câmara de SJM foi em 2017. Um ano antes uniram forças para vencer as intercalares, depois do PSD ter perdido a maioria nas autárquicas de 2013. João Almeida é agora a escolha dos partidos para liderar a corrida à câmara e tentar destronar o PS.

 

O slogan da sua candidatura apela a que votem em si para que SJM volte a ser “A Melhor Cidade do País”. Deixou de o ser nos últimos quatro anos?
Não quero ir por aí porque isso é condicionar o passado. Quero que seja. Acho que é a ambição dos que cá nasceram, daqueles que vieram para cá e também daqueles que sendo de SJM estão espalhados pelo país, pelo mundo e têm um orgulho muito grande na sua cidade. Não tem a ver com este ou aquele partido, este ou aquele presidente, acho que é uma ambição de cidade e a câmara deve ter um papel de dinamização e de promoção das condições para que assim seja.

 

Qual o balanço da ação do executivo socialista?
Sinceramente, não querendo fazer uma campanha pela negativa, é só uma avaliação, acho que ficou aquém das expectativas. Fez coisas, fez coisas certas. Fez muito menos coisas do que aquilo a que se tinha proposto fazer sem que o Covid seja justificação para isso porque o Covid entrou a meio do mandato.

 

Qual é o verdadeiro perfil de um presidente da câmara?
Um bom relações-públicas, um excelente servidor da sua comunidade e um ótimo diplomata. Servidor da comunidade porque tem de estar disponível para as pessoas, para as representar, mas acima de tudo para corresponder aos seus anseios. Um excelente relações-públicas, porque as câmaras vivem muito da capacidade de projetarem a sua imagem e captarem interesse.
Para isso é preciso ter muitas relações, relações muito boas, e a capacidade de promover aquilo que temos no concelho. E um diplomata porque o mundo está globalizado e não podemos pensar só à escala local ou regional nem sequer nacional. Precisamos de abrir as portas e aí, a nível de contactos internacionais, temos um conjunto muito grande de embaixadores em Portugal que devem ser interlocutores privilegiados de uma câmara dinâmica no sentido de podermos colocar aquilo que produzimos nesses destinos e de podermos até atrair investimento que tenha origem nesses países e que se possa vir a localizar em SJM.

 

Depois da pesada derrota eleitoral nas autárquicas de 2017, o PSD e o CDS precisam de um reforço, a Iniciativa Liberal (IL), para ganhar as eleições?
Não. Acho que foi muito a lógica de vamos fazer um projeto para a cidade. Por isso é que surge primeiro “A Melhor Cidade do País”, a cor que escolhemos que não é a de nenhum dos partidos, os primeiros outdoors sem os símbolos dos partidos. Isto não é uma candidatura que o PSD e o CDS tenham feito de um modo tradicional e tenham ido buscar a IL para ajudar. É um conjunto de pessoas, grande parte delas do PSD e do CDS, com outras que não são e juntou mais um partido que há quatro anos nem sequer existia. Não ignoramos que a IL tem atraído, principalmente ao nível das novas gerações, muita gente que vê num novo partido a capacidade de trazer coisas novas ao sistema político.

“Só concebo a recuperação do centro da cidade com a instalação de um ou dois agentes comerciais nacionais ou internacionais que funcionem como âncora”

Qual será a bandeira eleitoral da sua candidatura?
Imediatamente é o programa social pós-covid. Com as instituições sociais percebermos
quem ficou para trás neste período. A parte da socialização ficou muito para trás e não podemos olhar para a recuperação só numa lógica quantitativa. É preciso perceber do ponto de vista das relações entre as pessoas. Não apoiarmos só a parte financeira, logística. Durante o Covid, tivemos os serviços mínimos, mas há concelhos que fizeram muito mais do que foi feito aqui em SJM.

 

O que pode adiantar sobre o programa social de recuperação pós-covid?
Na parte social é muito nas atividades intergeracionais. Tentar ao máximo cruzar aquilo que seja atividade infantil, juvenil com atividade sénior. Isso implica mais uma vez ir às instituições, pôr a Universidade Sénior a interagir se calhar com as escolas primárias.
O cruzamento de gerações é importante para estimular essa recuperação. A saúde mental vai ser uma grande prioridade do nosso projeto para os próximos quatro anos. Desde logo nas escolas vamos ter uma app dedicada aos mais novos para poderem anonimamente colocar problemas e encontrar respostas para questões que acho que a sociedade ainda não percebeu que existem com as nossas crianças e os nossos jovens.

 

Se for eleito presidente, de que forma vai lidar com o dossier da água? A PPP criada entre a câmara e a Indaqua em 2009 foi aprovada com o voto a favor do PSD e os votos contra do CDS, do PS e da CDU.
É verdade. Acontece que o PS lidera a câmara há quatro anos e não houve uma reversão nessa situação por uma razão simples: todos temos consciência que havendo um contrato há condições que estão em vigor e que condicionaram o que foi a evolução dessa situação ao longo dos anos. Acho que o que tem de se fazer é um acompanhamento contratual e uma negociação futura que proteja os sanjoanenses. Portanto, não acho sinceramente que a questão da água, como outras questões na cidade, deva ser vista de um ponto de vista ideológico. Acho que deve ser vista do ponto de vista dos sanjoanenses. O que devemos procurar é que o serviço seja prestado com qualidade e a um preço o mais justo possível.
Depois há uma questão relevante. Percebermos como se faz a remuneração daquela parceria onde a câmara é uma parte e a Indaqua é outra parte e como é que se equilibra o lucro que a empresa dá com aquilo que é o custo que tem a água para os sanjoanenses. Isso sim é uma boa discussão para fazer no próximo mandato, de forma alargada, sem complexos ideológicos.

“CONSIGO ATRAIR PARA SJM UM NA ÁREA ALIMENTAR E OUTRO NA ÁREA DO VESTUÁRIO. NEM UM NEM OUTRO VÊM SEM ESTACIONAMENTO NEM SEM EQUIPAMENTO PARA CRIANÇAS”

 

Nuno Santos Ferreira

Qual a sua opinião sobre a “nova” Praça?
Com esta solução ficou aquém daquilo que eram os objetivos do projeto. Acho que uma Praça renovada sem estacionamento e sem equipamento para crianças é uma Praça que não tem as condições para algo que ainda está por vir. Só concebo a recuperação do centro da cidade com a instalação na Praça e ruas circundantes de um ou dois agentes comerciais nacionais ou internacionais que funcionem como âncora. Tenho a certeza que consigo atrair para SJM um pelo menos na área alimentar e outro na área do vestuário que são importantíssimos para conseguir fazer essa atração. Agora, nem um nem outro vêm sem estacionamento nem sem equipamento para crianças. Se repararmos todos os grandes espaços comerciais que se constroem têm estacionamento. Temos um centro comercial que tem estacionamento, temos vários supermercados que têm estacionamento. O centro da cidade vai ser o único grande espaço comercial, que já estava degradado antes, que agora vai recuperar sem ter aquilo que todos os outros consideram essencial? Não vale a pena. Outra coisa que vemos é que qualquer grande superfície comercial tem equipamento para crianças. De resto, acho uma coisa só da parte estética. Falta identidade ao projeto da Praça. Não consigo perceber como é que se reequipa toda esta zona com bancos e não temos um único da Viarco. Esta Praça, independentemente do que se possa dizer sobre ela, podia ser em qualquer cidade. Podíamos fazer uma Praça única com elementos identitários da cidade. Tínhamos todas as condições entre lápis nos bancos, sapatos nas floreiras, chapéus na cobertura.

 

O vosso projeto pretende criar mais estacionamento no centro?
Sim. Queremos criar 50 lugares de estacionamento até ao Natal para podermos viabilizar
aquilo que é a vida no centro. Poderá não ser só um, poderão ser três parques provisórios. É preciso perceber uma coisa: parte dos comerciantes do centro da cidade fatura na época do Natal uma parte significativa daquilo que é a sua faturação anual e que lhe permite estar aberta durante todo o resto do ano. O projeto anterior tinha três parques de estacionamento.
Essa solução foi abandonada. Não vamos abandonar o parque que está em processo concursal, mas queremos ter uma alternativa para o Natal e vamos criar alternativa para complementar porque achamos que esse não é suficiente.

“QUEREMOS CRIAR 50 LUGARES DE ESTACIONAMENTO ATÉ AO NATAL” NO CENTRO

 

Há alguma ideia para os parques de estacionamento subterrâneos subaproveitados?
Não podemos obrigar as pessoas a usar alguns parques em relação a outros. No parque do Mercado não acho sequer que se ponha a questão porque com a nova dinâmica que o Mercado terá espero que o espaço seja suficiente. Se o centro tiver outros estacionamentos e com isso nova dinâmica, o parque do Tribunal acaba também por ter. Agora não pode ser é sozinho.

 

Também está nos vossos planos construir um equipamento para crianças?
Sim. A Praça precisa de ter um equipamento para crianças. Há em várias cidades. Estive a estudar e Vigo tem uma solução excelente de um equipamento para crianças no centro.
O que está, está. Não se vai andar outra vez com a lógica de deitar tudo abaixo ou refazer, mas precisamos de estacionamento e de equipamento para crianças na Praça.

 

Numa publicação na sua rede social Facebook equiparou a fonte seca a “chuva invertida” e os quatro vasos/bancos a “saladeiras gigantes”. Não receia que este comentário seja encarado como se estivesse a gozar com o centro da cidade?
Não. De maneira nenhuma. Uma coisa é brincar com a estética, o comentário era sobre a estética, não tinha sequer a ver com o fundo do projeto. Mais ninguém me questionou ou interpelou sobre isso a não ser o colunista respeitável do labor. Admito que às vezes o cruzamento do humor com a política seja difícil. Não acho que devemos fazer da política uma brincadeira, mas também não devemos ser de uma tal forma cinzentos que não possamos às vezes brincar com alguma coisa. É mais um comentário humorístico sem qualquer sentido depreciativo.

“SE VÊM POR CAUSA DA FONTE SECA, SE TIVESSEM ESTACIONAMENTO E EQUIPAMENTO PARA CRIANÇAS VINHAM MUITOS MAIS”

 

O que acha do facto de a fonte seca ter vindo a atrair muitas pessoas, sobretudo quem tem crianças, ao centro da cidade?
Se vêm por causa da fonte seca, se tivessem estacionamento e equipamento para crianças vinham muitos mais. As crianças até podem gostar de andar lá a molhar-se, a brincar como está calor, mas se não estiver calor era bom que tivessem um equipamento onde pudessem brincar. Aí é a grande diferença entre a cidade como está e “A Melhor Cidade do País”. É procurarmos sempre o que poderá trazer ainda mais e fazermos ainda melhor.
A fonte está lá e enquanto presidente da câmara farei tudo para que o centro seja o mais
atrativo possível.

 

Como é que vai garantir que convosco mais nenhuma empresa sai da cidade?
Com um gestor dedicado para cada projeto. Ter um interlocutor na câmara que não seja a pessoa dos serviços e que em alguns casos seja o presidente da câmara a gerir. Termos aqui quem crie riqueza e crie emprego.

 

De que forma vão combater a falta de território para construção de mais indústria?
Tenho de perceber o que fez com que a principal prioridade desta câmara não se tenha concretizado quando o PS tinha maioria na câmara e na AR. Estive na Sala dos Fornos e ouvi que a grande prioridade era a questão de Milheirós. E não é só a questão da alteração da lei porque acho que ninguém escolhe um presidente da câmara para dar justificações burocráticas sobre as coisas. Escolhem um presidente da câmara para conseguir fazer. O PS fez o projeto na AR, com toda a lealdade circulou pelos outros partidos. Eu vi. Disse que
concordava. O PS fez o projeto e nunca o agendou na AR na legislatura passada. A posição do CDS seria uma posição partidária, mas eu tinha liberdade de voto e havia votos suficientes.

 

Qual a vossa posição sobre a integração de Milheirós de Poiares?
Está muito dependente disto. Tivemos uma posição sempre clara sobre esta matéria. Tenho orgulho de uma das coisas que fiz na Assembleia Municipal ter sido subscrever uma das deliberações sobre o acolhimento de Milheirós de Poiares em SJM. Estive nessa discussão ainda no tempo do Castro Almeida, por isso desde aí que estive na primeira linha dessa questão.

JUNTA DEVE TER MAIS COMPETÊNCIAS “SEJA DE QUE COR POLÍTICA FOR”

 

A Junta de Freguesia (JF) deve ter mais competências?
Sim. Uma questão que para nós é muito importante é o acompanhamento da questão dos animais. É uma área em que acho que a JF pode ter um papel muito importante. A esterilização de cães e gatos em SJM anda de maneira muito mais lenta do que na generalidade do país. Há o Parque dos Milagres. Não tendo a Junta um território diferente, deve ter na cidade um espaço que seja gerido por si com a possibilidade de o dinamizar mais. Também atividades de proximidade na infância e nos seniores.

 

Se for eleito presidente vai transferir competências para a JF?
Seja a junta de que cor política for.

 

Qual o vosso processo estratégico de captura dos fundos comunitários da “bazuca europeia”?
É termos uma pessoa na câmara, pelo menos uma, que faça análise de tudo o que é o financiamento disponível, que conheça a cidade e que depois possa fazer esse cruzamento para que consigamos trazer o máximo de dinheiro possível para financiar a atividade no concelho: empresas, o próprio Estado, a câmara e instituições.

 

Nuno Santos Ferreira

Como será implementado o programa “Geração de Líderes”?
Costumo chamar-lhe o “Mandarim do nosso mandato”. É introduzir a disciplina de Programação e Competências Digitais desde o primeiro ano, se possível desde o pré-escolar, até ao 12º. Fomos pioneiros na questão do Mandarim e quero que sejamos pioneiros também aproveitando a transição digital.

 

A que instituições chegará o projeto “Mostra o teu Talento”?
A ideia é que tudo que seja instituições desportivas, culturais e artísticas da cidade possa candidatar-se a fazer atividades extracurriculares nas escolas. De preferência fora do ambiente escolar para poder criar essa dinâmica, sentimento de pertença, identificar e desenvolver talentos. Quero dar dinâmica ao Centro de Arte (ler caixa).

“DURANTE ESTES QUATRO ANOS VI MINISTROS A PASSEAREM POR S. JOÃO DA MADEIRA A FAZER PROPAGANDA NACIONAL”

 

Qual a vossa posição sobre a reclassificação e os serviços atualmente existentes no Hospital?
Acho que o Hospital deve deixar de ser fonte de polémica local. Isso aconteceu com governos diferentes. Primeiro com um socialista e depois com um do PSD e do CDS por exigências nacionais de contenção de custos que levaram a uma diminuição e até ao encerramento de serviços no nosso hospital. Acho que o essencial está conseguido que é voltarmos a ter uma porta aberta do Hospital, principalmente com Serviço de Urgência que nos permita ter o mais elementar. Acho que devemos fechar o capítulo das grandes discussões partidárias do Hospital e procurarmos um consenso para valorizarmos a infraestrutura que temos e podermos eventualmente trazer para cá novas valências.

 

A construção de novas piscinas é uma prioridade?
Sim. Voltamos a ter como prioridade essa concretização que agora é uma promessa eleitoral nossa e do PS que também a fez e não concretizou.

 

O TUS gratuito é suficiente para trocar o transporte individual pelo coletivo?
Não é suficiente em termos de promoção e talvez não seja suficiente em termos de frequência. Queremos fazer um estudo de procura no sentido de ver a viabilidade, não é a viabilidade exclusivamente financeira, é a viabilidade em termos da procura do aumento da frequência das duas carreiras. Sabermos se fosse mais frequente se efetivamente mais gente utilizaria ou não para ver se vale a pena.

 

Acredita na reabilitação e modernização da Linha do Vouga, no valor de 100 milhões de euros, prevista no PNI 2030?
O que sei é que no último grande investimento que se concretizou para a ferrovia em Portugal, que foi a aquisição de máquinas e de carruagens, não houve nenhuma para a Linha do Vouga. O que sei é que nos investimentos que vão acontecendo, que também vão muito mais devagar do que o planeado, para a Linha do Vouga ainda nada. Acho que essa urgência deve continuar a ser reclamada, mas tem de ser reclamada pela câmara. Se o ministro fosse do CDS, do PSD ou da IL, não fazia de SJM o espaço para brilhar a vir apresentar coisas que aproveitam ao próprio Governo. Queria era que cá viessem para dizer e fazer aquilo que cá precisamos.
Durante estes quatro anos vi ministros a passearem por SJM a fazer propaganda nacional. Conta-se por um dedo se calhar quem é que cá veio promover a mudança.

 

Qual seria um bom resultado nestas eleições?
Ganhar.

Se não for eleito presidente da câmara, assume o mandato até ao fim?
Se o bom resultado é ganhar, não vou falar de cenários. Agora uma coisa é certa não há nenhuma responsabilidade que os sanjoanenses me deem nestas eleições que não vá assumir a 100% e a todo o tempo do mandato. Agora se é para ganhar é para assumir a responsabilidade de presidente.

 

“CONFUNDIR ISSO COM O CENTRO DE ARTE É UM DISPARATE COMO NÃO HÁ”

O que acha de terem dado o mesmo nome ao Núcleo de Arte Oliva (atual Centro de Arte Oliva)?
Péssimo. Completamente contra. Acho que foi um erro estratégico para algo que pode ter muito valor na cidade que é o facto de termos as coleções que temos e podermos ter as exposições permanentes que temos. Acho que isso tem muito valor e está pouco promovido.
Acho que deve ser mais promovido o que temos em Arte Bruta e Contemporânea. Agora confundir isso com o Centro de Arte é um disparate como não há. O Centro de Arte é outra coisa. O Centro de Arte deve ser o grande centro de formação, divulgação e vivência dos artistas sanjoanenses e de outros como sempre foi.

Neste momento que promoção é que o Centro de Arte tem?
Não tem. O Centro de Arte era uma referência. É preciso ter noção disso. No Norte havia a Árvore e o Centro de Arte. De repente confunde-se com coleções de arte? Coleções de arte são coleções de arte. Não tem a dimensão de formação dos artistas que tem o Centro de Arte. A minha lógica é claramente separar os dois e potenciar o que de bom têm ambos. Não têm nada a ver para concorrerem, muito menos para terem o mesmo nome.

Mudaria o nome do Centro de Arte Oliva?
Tinha de ver porque não sei que compromissos há a nível do Centro de Arte Oliva. É preciso ter essa responsabilidade quer com os donos das coleções, quer com investimentos em termos de promoção, mas desejavelmente sim. Queria que o Centro de Arte voltasse a ser o Centro de Arte e que o Núcleo de Arte Oliva tivesse esse ou outro nome. Havia tantas hipóteses.

 

Mandato 2017/2021

Ponto positivo
Os sanjoanenses e a dinâmica e capacidade que a cidade tem, independentemente
da gestão municipal, de conseguir liderar em muitas áreas.

Ponto negativo
A limitação territorial.

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