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Tem 66 anos, é licenciado em Engenharia Mecânica, com a especialidade de Gestão da Produção, e exerceu a profissão de engenheiro mecânico. Nasceu em casa dos avós em Arrifana, mas sente-se como se tivesse vindo ao mundo em S. João da Madeira, onde vive desde sempre.
Estudou na Escola Industrial, jogou basquetebol na ADS, fez parte de movimentos locais e pertenceu aos órgãos sociais de instituições. Foi dirigente associativo estudantil no ensino superior, sócio e dirigente de várias coletividades. É militante do PCP desde 1979, sendo que a sua entrada para a Comissão Concelhia remonta aos anos 80. No entanto, o início da sua ligação à política remete-nos para uns anos antes, quando passou a integrar grupos de estudantes de esquerda, que se formaram, na altura, motivados pela Guerra Colonial. Jorge Cortez foi membro da Assembleia de Freguesia, vereador da câmara, foi e é deputado da Assembleia Municipal (AM).
Depois de ter sido o único eleito pela CDU para a AM nas autárquicas de 2017, volta a concorrer a um lugar no executivo camarário. Já o conseguiu ao ser eleito vereador pela APU nas eleições intercalares de 1984.

 

Qual será a bandeira eleitoral da sua candidatura?
Não há uma bandeira eleitoral. Há várias bandeiras eleitorais. A primeira digamos que será combater a pobreza. Vivemos num tempo em que muita gente tem trabalho, trabalha e é pobre. E na nossa cidade isso acontece. E acontece de forma cada vez mais grave. Isto não é uma simples dissertação. É uma realidade. Durante anos, o salário médio em S. João da Madeira (SJM) era mais alto que o salário médio nacional. Começou a decair a partir do início deste milénio. O salário médio de SJM é abaixo da média nacional, da Área Metropolitana do Porto e de alguns concelhos vizinhos. Isto era uma coisa impensável há 30 anos, mas é uma realidade nos dias de hoje.
Um aspeto importante para nós é potenciar emprego com qualidade e com direitos. E assim tentar erradicar a pobreza. Depois, aumentar os apoios sociais. A única hipótese de algumas pessoas sobreviverem com dignidade é com o direito aos apoios sociais. Isto tudo poderia ser articulado com a Junta de Freguesia (JF).

 

A CDU é a favor da delegação de competências para a junta?
Sim. Sempre estivemos de acordo em que à JF fossem delegadas competências na área social. Não naquelas áreas operacionais que tiveram em tempos, e que não deu resultado, como o Parque (dos Milagres). Na área social a JF podia liderar junto com as instituições, como a Misericórdia e outras, um certo combate à pobreza. Ter competências significa ter recursos financeiros. Há funcionários do Município que podem ser deslocados para a junta, sendo funcionários do Município na mesma. Há aqui um conjunto de coisas que pode ser feito no sentido de descentralizar estes poderes.

 

Defendem que podia ser construída mais habitação social?
Ou construída ou adquirida. Estão 44 fogos (construídos pelos serviços sociais das forças de segurança para os seus agentes: 12 da GNR e 32 da PSP) que são espaços para a habitação social que não têm sido aproveitados quando há tanta gente sem habitação. A nível nacional até temos um índice de habitação apoiada que é acima da média nacional, mas Portugal está muito atrasado, muito abaixo daquilo que são os países mais desenvolvidos no aspeto social. Países que têm os problemas da pobreza melhor resolvidos.

“SOMOS OS ´CAMPEÕES´” DOS SUPERMERCADOS

 

O engenheiro disse que “no combate à pobreza o emprego é fundamental”. Como analisa o encerramento de algumas das mais emblemáticas empresas da cidade?
Houve no país um processo de desindustrialização e o mercado assumiu condições entre os países que não foram defendidas. Esta questão de que tudo é livre, tudo se pode vender, a concorrência está acima de tudo, sem haver equilíbrios, leva-nos a isto. Qual é a lei que existe na economia? É a lei do fundo do mar. Os grandes comem os pequenos. É o que está a acontecer. Esta questão da indústria do calçado tem muito a ver com a comercialização do calçado. Isto é uma preocupação. A cidade precisa de dar a volta a isto. Precisamos de ter espaços para o desenvolvimento económico em vez de andarmos só a criar supermercados. Temos um índice de supermercados fantástico. Somos os “campeões”, por habitante, de espaços de grandes superfícies. Temos quase todos.
Falta só um ou dois. Dentro em breve vamos ter mais um, o Aldi, mas parece que a seguir vem outro. Ou pelo menos há intenções de a seguir vir outro.

 

Como avalia a forma como tem sido trabalhada a mobilidade?
Não é muito fácil. A cidade precisa de um Plano Diretor para a Mobilidade. A cidade tem que estudar coisas novas e tem que estar muito atenta ao que já se faz. Não tem que copiar tudo. Fala-se muito nas pistas cicláveis. Tudo o que tira automóveis da estrada é bom, mas SJM não é muito fácil para andar de bicicleta.
Eu sei porque tenho e ando de bicicleta. Neste momento eletrifiquei a minha bicicleta. Com a minha idade e as minhas características não posso ir suponhamos às Travessas e subir ao ponto mais alto da cidade que é onde eu vivo.
Poderá ser uma opção a chamada mobilidade suave. Pequenos veículos, trotinetes, tudo isso. Portanto, esta componente deve ser acarinhada, mas não é o que resolve. O que resolve é ter transportes coletivos que têm de ser bem estudados. Transportes coletivos que convidem quem vem a SJM a deixar o carro num ponto, numa das extremas, a Norte ou a Sul, e que depois se desloque neles. Tudo isto não dificultando o comércio porque uma cidade sem comércio no seu núcleo central não é uma cidade. Temos de acarinhar o comércio.
Isto tem que ser estudado e temos que ser de facto muito criativos.

 

O TUS gratuito é suficiente para trocar o transporte individual pelo coletivo?
O TUS como está é melhor que nada. Mas não é o modelo do TUS que resolve o problema. Eu não tenho uma varinha (mágica) para dizer qual é a solução, mas tem que ser estudado.

PROJETO DA PRAÇA: “NÃO É A VONTADE DOS TÉCNICOS. AQUILO FOI FEITO À VONTADE DO ´ARQUITETO´ JORGE SEQUEIRA”

 

Qual a sua opinião sobre a “nova” Praça?
A Praça está no fundamental com a mesma traça, foram os mesmos arquitetos que a fizeram, só que foram pressionados pelo presidente da câmara, até exageradamente, a fazerem o que ele queria e fizeram estas alterações. Se me pergunta está melhor? Não, não está. Estaria melhor antes. Ao projeto anterior anulou o estacionamento, sem ter tirado o trânsito do centro da cidade, e anulou o espaço para crianças que agora em vez de irem para o espaço onde estava previsto andam lá a banhar-se nos repuxos. O arruamento fechava-se quando fosse necessário. Ainda por cima ocupou o espaço do antigo elemento arquitetónico com aqueles repuxos e com aqueles mega vasos quando as árvores podiam existir na Praça sem precisar daqueles monos. Aquilo não é a vontade dos técnicos. Aquilo foi feito à vontade do “arquiteto” Jorge Sequeira. Nem sequer foi feito à vontade do PS que tinha aprovado o projeto anterior por unanimidade. Não há grandes ganhos, mas o projeto não é só a Praça. O projeto tem uma zona central e a Praça é 20% dessa área. O projeto acaba por ficar dentro daquilo que estava com esse pequeno prejuízo que foi feito na Praça. A Praça ficava com espaço mais livre para eventos, o trânsito podia ser cortado sempre que quisessem ou até funcionar apenas em determinados dias.

 

Qual o balanço da ação do executivo socialista?
No fundamental é a continuação do anterior. Também não quero diabolizar. Em parte, também tinha de ser de continuação porque há coisas que estavam encaminhadas.
Nem é tão mau como o PSD tenta fazer ver, nem é tão bom como os deputados e membros do PS querem fazer. Ele é muito próximo dos anteriores. Há na atividade deste executivo muita inconsequência. O PS enquanto oposição defendia uma série de coisas e agora chegado ao poder defende outras. A questão da água, das competências e destas obras (da Praça) que votaram por unanimidade quando estavam na oposição. O PS ficou com a maioria exageradamente grande.

 

Acha que a maioria absoluta não é positiva para a democracia?
Esta maioria absoluta, tão absoluta, não foi nada positiva. O que dizemos aos eleitores é que, sem por em causa que o Jorge Sequeira venha a ser o presidente da câmara, achamos que a entrada da CDU poderia ser, seria de certeza, a alternativa para que não houvesse uma maioria absoluta e para que houvesse mais equilíbrio na câmara. Só a CDU pode acabar com a maioria absoluta.

“PELA PRIMEIRA VEZ FOMOS NÓS QUE IMPLANTÁMOS A SEPARAÇÃO DE RESÍDUOS”

 

Isso já aconteceu e foi o engenheiro que conseguiu ser eleito vereador em 1984. O que destacaria dessa altura e do trabalho que foi feito por si na câmara?
Desta altura destaco uma maioria que não era absoluta e um grande equilíbrio durante esse tempo do mandato. O trabalho a cidade conhece. Os mais velhos sabem bem o que foi feito. Assumi as competências que o presidente da câmara de então me atribuiu.
E assumi-as com todo o meu esforço. Na área da salubridade, limpeza e higiene pública. Fizemos melhorias de qualidade que espantaram muita gente. Não só na varredura das ruas, na altura existiam muitos problemas com a qualidade da limpeza, como também na recolha dos lixos. Pela primeira vez fomos nós que implantámos a separação de resíduos.
Aplicámos a separação do vidro e estávamos em estudo para a do papel. Na altura não se conseguia fazer a separação do plástico. Não havia quem reciclasse plástico. Se tivéssemos continuado na câmara, o papel era o passo seguinte. Só muito mais tarde se deu o passo  seguinte. Foram dois anos e pouco de uma atividade muito dedicada e com resultados na área das nossas competências muito, muito positivos. E mais. Esse mandato caracterizou- -se por ter um grande equilíbrio entre todos os vereadores. Desde já havia a distribuição de pelouros por todos. Todos os vereadores assumiram pelouros. Curiosamente, sendo uma câmara mais dispersa (CDS, PS, PSD e APU) era uma câmara mais equilibrada. Arranjou-se sempre soluções para tudo. Até para coisas que às vezes eram muito problemáticas. É evidente que houve sempre algumas discordâncias, mas naquelas coisas que eram fundamentais para a cidade não me lembro de ter havido discordâncias.

 

É uma mais-valia a CDU voltar a ter representação na câmara?
Claro. Nunca tive dúvida que uma câmara que tivesse a CDU estaria sempre em melhor condição de discussão política.

“A ÁGUA PODE SER MAIS BARATA PARA OS MUNÍCIPES SEM DAR PREJUÍZO”

 

Como devia ser lidado o dossier da água?
Em primeiro lugar a água pode ser mais barata para os munícipes sem dar prejuízo. Portanto, o Município, no mínimo, se não quer municipalizar a água ou se tem medo de o fazer, poderia baixar a fatura da água sensivelmente em 20, 25%. O PS fez tudo ao contrário daquilo que tinha reclamado quando era oposição. Não dinamizou uma política de tarifa social, não baixou o preço da água e nem sequer questionou de forma clara se o modelo deve continuar este, a empresa municipal, ou se deve mudar para o Município novamente. São das tais coisas, como diz o nosso Presidente da República, “irritantes”. A água está a funcionar em SJM tão bem e tão mal como estava há quatro anos, há oito anos, mas agora nestes últimos quatro já não se vê críticas aos problemas da água, aos contadores, às marcações.

 

De que forma podiam baixar a fatura da água?
Começa logo porque ela dá lucro à câmara. A empresa da água entrega à câmara todos os dias, todos os meses, milhares de euros. A câmara não precisa de tirar lucro da água. Não é justo que a câmara venda a água com lucro. Não é justo que os munícipes ao comprarem a água estejam a reforçar o orçamento da câmara.

 

O que acha de a fonte seca ter vindo a atrair muitas pessoas, sobretudo quem tem crianças, ao centro da cidade?
Acho bem. Para já é novidade. Não tenho nada contra. Agora espero bem que tenham o bom senso de não ter ali os repuxos a funcionar durante o Inverno. Se tivermos uma praça dinâmica, com atividades, não deixa muito tempo para os repuxos.

MILHEIRÓS: “SE UM PARTIDO TEM INTERESSE NUM PROJETO, AGENDA-O E LEVA-O ATÉ AO FIM”

 

Nuno Santos Ferreira

O que acha de a obra do centro já estar quase concluída, mas o parque de estacionamento não?
Vamos ver se o executivo consegue fazê-lo pelo modelo que escolheu. O estacionamento foi retirado do projeto. Vários espaços de estacionamento e mesmo o existente foi reduzido. As pessoas também não têm que levar o carro a todo o lado. Mas o que é facto é que há aqui uma situação de desigualdade.
O Município licenciou espaços comerciais e as pessoas levam o “carrinho” até lá. Por outro lado, SJM tinha um pequeno núcleo forte de comércio tradicional em todas as áreas que está completamente debilitado. As cidades têm de ter vida e o comércio é uma das razões de criação de cidades. Criou-se uma situação desigual porque quem vai aos hipermercados, ao centro comercial, leva o “carrinho”. Isso só por si incentiva a que o comércio tradicional se veja posto de lado.

 

De que forma é que se pode contrariar isso?
Era não deixar criar tantas grandes superfícies. Agora é difícil. É apoiar o comércio. Por isso é que é um bocado perigoso não facilitar o estacionamento no centro porque se não o fizer o comércio fica em piores condições. As pessoas fartam-se de andar às voltinhas e vão ao centro comercial.

 

De que forma é que acha que se pode combater a limitação territorial?
Há milhares e milhares de metros quadrados que em vez de estarem na indústria estão em grandes superfícies que nos destroem depois o comércio tradicional. Há opções. Não podemos ter tudo. Temos bastantes espaços que temos que estudar e que, portanto, reinventar porque há muito espaço em SJM para ocupar com habitação e com indústria. E temos sempre de procurar indústrias tecnológicas que normalmente ocupam menos espaço. Por exemplo o reforço de iniciativas como a Sanjotec é muito positivo e devia ser dinamizado.

 

Qual a vossa posição sobre a integração de Milheirós de Poiares?
Entendemos que as alterações territoriais devem-se dar com o acordo de todas as partes. Não podemos andar aqui a fazer guerras. Ainda por cima foi lançado um embuste ao fim e ao cabo, não é? Todos os partidos a apoiar isso, exceto a CDU, e chega-se ao fim e não há nenhuma lei. Já se decorreram do tal referendo nove anos, completa 10 em 2022, e andam com isso.

 

O que acha da forma como este processo foi tratado?
Aconteceu exatamente aquilo como estava à espera porque já tinha acontecido duas vezes antes. Já tinha havido um processo para Arrifana que foi semelhante a este e outro para Milheirós. Houve um processo até que chegou à Assembleia da República, um projeto de lei, mas que depois não é agendado. Se um partido tem interesse num projeto, agenda-o e leva-o até ao fim. Nos anos 70 houve um processo assim, com projeto, discussão das autarquias e não deu nada. Depois, nos anos 90, Milheirós de Poiares, com o CDS e o PS, houve um outro projeto que também foi discutido, mas não deu nada. Portanto, quando veio este para nós já era mais do mesmo. Não havia seriedade nessa vontade. Agora arranjam umas desculpas.
Isto ilude as populações. A população de Milheirós até quereria. Isto foi um processo de ilusão. Estavam convencidos que ia ser mesmo. Portanto deu nisto. Nem sei o que vai acontecer daqui para o futuro, mas passados quase 10 anos já não há razão para insistir nisto. A não ser que haja factos.

“HÁ MUITOS SOCIALISTAS ZANGADOS COM AS PRÁTICAS DO ATUAL EXECUTIVO. ESTAMOS DISPOSTOS A FALAR COM ELES”

 

Qual a vossa posição sobre o estado atual do Hospital?
O Hospital de SJM é um hospital de referência que foi durante anos o Hospital de Aveiro Norte. Com o surgimento do Hospital da Feira, que nós não contestamos, não tinha que ser posto nesta posição subalterna em que passou a ser mandado pela Feira por tudo e por nada e que não tem autonomia nenhuma. O Hospital de SJM tem ali uma Urgência Básica, quando tinha uma Urgência Cirúrgica, faz ali umas “coisinhas”. Não usam os espaços de cirurgia, por regra não fazem análises nem radiografias. Só raramente. A Urgência Básica que fazem no Hospital até podiam fazer no Centro de Saúde desde que tivessem aquele horário. O que era importante era valorizar o Hospital. Dar-lhe as competências que perdemos. Acho que foi uma perda completa de competências.

 

A construção de novas piscinas é uma prioridade?
A construção de novas piscinas tem de ser avaliada do ponto de vista financeiro. A nossa piscina interior é uma piscina que está em fim de vida. Todo o equipamento, a mecânica e a elétrica, foi concebido num tempo em que o consumo daqueles equipamentos era muito grande. Hoje é possível fazer o mesmo trabalho consumindo muito menos energia. A solução que se pôs no mandato anterior foi uma pena que não tivesse sido seguida.

“VOTAR NA CDU É A MELHOR MANEIRA DE NÃO ENTREGAR A PRESIDÊNCIA AO PSD, MAS RETIRAR A MAIORIA ABSOLUTA AO PS”

 

O que acha da reabilitação e modernização da Linha do Vouga, no valor de 100 milhões de euros, prevista no PNI 2030?
Acho pouco investimento, mas é melhor um “bocadinho” do que nada. A Linha do Vouga se estivesse a funcionar de forma modernizada, podia funcionar entre Aveiro e Espinho de uma forma muito útil. Se houver comboios as pessoas vão usá-los.

 

Acha que a câmara tinha o dever de reclamar mais sobre este assunto?
A câmara tinha o dever de ser muito reclamadora. É importante essa exigência do poder central como o nosso que é muito centralizado. Se não for pressionado decide tudo no Terreiro do Paço. Sendo um Governo e uma câmara socialista havia a vantagem que houvesse facilidade, mas não há nem se verificou nenhuma. O ministro das Infraestruturas já cá veio, fez um discurso interessante, com o qual estou de acordo em termos de habitação, mas ainda não se viu nada.

 

Qual seria um bom resultado nestas eleições?
Um bom resultado seria a CDU entrar na câmara. Num momento em que há muitos socialistas zangados com as práticas do atual executivo, fazemos aqui um apelo: estamos dispostos a falar com eles. Votar na CDU é a melhor maneira de não entregar a presidência ao PSD, mas retirar a maioria absoluta ao PS. Ou então por o PS mais moderado na sua vontade de ser “mandão”.

 

Se não for eleito presidente da câmara, assume o mandato até ao fim?
Assumo sempre o mandato até ao fim. Como sempre assumi, sem ser remunerado. Fui vereador com pelouro sem ser remunerado. Nunca fui remunerado na atividade política.

 

“O CENTRO DE ARTE TEM SIDO ABANDONADO”

Nuno Santos Ferreira

O que o levou a querer tirar a fotografia junto ao palacete do Rei da Farinha?
Para reclamar que o Centro de Arte de S. João da Madeira voltasse à sua origem.

Nunca deveria ter saído de lá?
Nunca. Se quisermos respeitar a memória, as memórias da cidade, comecemos por isso.

Que tratamento tem sido dado ao Centro de Arte?
Tem sido abandonado desde há alguns anos a esta parte. Já não é deste mandato. Ao sair daqui o Centro de Arte foi gradualmente abandonado e está de mal a pior.

O que acha desta câmara ter dado um nome semelhante ao outrora Núcleo de Arte Oliva?
Acho que é extremamente injusto para a instituição e completamente descabido em termos de racionalidade. Só cria confusão. Não há nenhuma razão.

O que acha do Centro de Arte Oliva?
Tenho a dizer que em nome do interesse público se deve fazer uma grande reflexão sobre as parcerias com os colecionadores, que se devem reformular, no mínimo, esses acordos e que devem ser também claramente do conhecimento público. Da maneira como está acho que não está bem. Nunca esteve. Desde o início.

 

Mandato 2017/2021

Ponto Positivo
O PS não deitar por terra, embora
alterando, as obras do centro.

Ponto Negativo
A forma como PS encarou a política
da água.

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