O labor colocou três questões aos candidatos à presidência da Junta de Freguesia de S. João da Madeira. Saiba quais as suas posições 

 

Se for eleita, qual será a medida do mandato?
Queremos uma junta de freguesia (JF) de proximidade que responda à real necessidade das pessoas. Na área social deve rever alguns dos programas solidários para garantir que mais pessoas são abrangidas. Tal permitirá que as pessoas com rendimento abaixo do limiar de pobreza (540 euros mensais) tenham automaticamente acesso a estes. Deve ter um gabinete de assistência social, que presta ajuda, esclarece e reencaminha para outro tipo de respostas, mediante a situação; descentralizar e diversificar as suas atividades; fomentar a prestação de serviços e cuidados para os estudantes; programas culturais e recreativos para a população sénior; ampliar o programa de transporte dos utentes nas suas deslocações ao médico, ao hospital e à fisioterapia; workshops e atividades formativas para a comunidade; preservar e conservação dos tanques públicos e de outros elementos que fazem parte do património e da história da cidade; promover roteiros pelo património material e imaterial de S. João da Madeira (SJM); e dar resposta à urgência mundial das alterações climáticas com a criação de quarteirões verdes; uma equipa para despoluição do Rio Ul e outras linhas de água; ações de sensibilização ambiental no Parque dos Milagres; e workshops para crianças, incentivando-as a plantar as suas próprias árvores.

 

Qual a sua posição em relação à transferência de competências?
O BE quer mais competências nas áreas social, ambiental, da educação e da saúde, pretendendo implementar as medidas referidas anteriormente. Claro que a transferência de
competências implica a transferência de verbas orçamentais e de recursos humanos para que as nossas prioridades, nestas áreas, possam ser executadas.

 

Como encara a integração de mais uma freguesia no concelho?
Nós respeitaremos a vontade manifestada pela população dessa freguesia. Recordo que, em setembro de 2012, os habitantes de Milheirós de Poiares expressaram, por uma esmagadora maioria, a sua vontade de integrar o nosso concelho. Recordo, ainda, que o BE defendeu que se respeitasse o resultado desse referendo. E fizemo-lo aqui, em SJM, como em Santa Maria da Feira. Outros partidos não podem dizer o mesmo. Apresentámos ainda um projeto de lei para esse mesmo efeito que só não avançou porque nenhum outro partido dava garantias de que tal projeto pudesse ser aprovado. Basta ver o que aconteceu quando foi pedido parecer à Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira: o BE foi o único partido a votar pela integração de Milheirós de Poiares em SJM. Todos os outros partidos se manifestaram contra. Da nossa parte a posição é clara e não muda consoante o que dá mais jeito: a vontade das populações deve ser respeitada.

Belmira Ferreira (Bloco de Esquerda)

 

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