O labor colocou três questões aos candidatos à presidência da Junta de Freguesia de S. João da Madeira. Saiba quais as suas posições 

 

Se for eleita, qual será a medida do mandato?
O nosso projeto para a junta de freguesia (JF) sempre teve como objetivo aprofundar o trabalho na área social, na qual damos realce a três ideias novas: criar um gabinete para estudar e propor ações de combate e extinção da pobreza; garantir o apoio domiciliário integrado a todos os idosos que necessitem; e criar um centro gerontológico. Defendemos uma gestão, que envolva a população e estamos certos de que o projeto que a CDU defende para S. João da Madeira (SJM), será, além de uma grande melhoria na qualidade de vida, o reforço acentuado na política de proximidade que envolverá a população. Queremos que as elaborações dos orçamentos da autarquia sejam participados pela população e pelas instituições.

 

Qual a sua posição em relação à transferência de competências?
Desde os anos 80 que a CDU defende a transferência de competências na área social para a JF. Não foi por falta de propostas ou de vontade da CDU que esta alteração política não se realizou. Defendemos que a JF devia liderar o apoio aos fregueses na área social, recebendo para isso as competências e os meios necessários à sua concretização. A verdade é que, enquanto foi oposição no Município, o PS também defendia a transferência de competências, mas quando assumiu o poder e ficou com maioria absoluta mudou de ideias. Nós mantemo-nos coerentemente a defender a transferência de competências, a apostar fortemente na ação social como área de trabalho de excelência da JF e a batermo-nos para que aconteça.
Lembramos que é fundamental que a transferência de competências seja acompanhada dos
respetivos recursos.

 

Como encara a integração de mais uma freguesia no concelho?
É assunto dos órgãos do município e não da freguesia de SJM. A câmara e a assembleia municipal de SJM, a câmara e a assembleia municipal do município de origem dessa freguesia (no último caso, Feira) e os órgãos da freguesia que eventualmente esteja interessada em ser transferida (também no último caso, Milheirós) são quem têm de manifestar opinião. A decisão, como todos sabemos, cabe à Assembleia da República.
Para a CDU as alterações territoriais, fora de uma reforma geral no país, só devem fazer-se se houver acordo de todas as autarquias que estão relacionadas com o problema. Foi assim que se constituiu, por exemplo, o Município da Amadora e Odivelas. Este tema “da expansão do concelho” é um assunto que ciclicamente, de 20 em 20 anos, vem há boca de cena, faz a sua turné e desaparece em dia de nevoeiro. Após 25 de Abril o PS já promoveu esta peça três vezes. Queremos ser parte ativa na resolução dos problemas da cidade não queremos contribuir para guerras de bairrismos exacerbados que nada beneficiam o nosso progresso.

Joana Dias (CDU)

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