Pintei uma árvore

de braços abertos

vesti-a de folhas e flores.

Veio então um passarinho

de muitas cores

e nela fez um ninho

entre as flores.

Reguei-a de ternura

e com tal jeito

que nasceu um poema

dentro do meu peito.

A árvore pediu-me

para ser árvore a sério.

Eu disse que sim.

E seja qual for o mistério

é hoje a mais linda

do meu jardim.

Eva Cruz

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