Foi com “um misto de enorme orgulho e responsabilidade” que Rodolfo Andrade tomou posse como novo presidente da Junta de Freguesia de S. João da Madeira. Uma missão que assume com “grande responsabilidade” e pela qual sente “uma enorme vaidade”.
A “vontade de contribuir para o desenvolvimento” da sua cidade levou a dedicar-se há mais de 20 anos à atividade pública e política. Depois de 16 anos como deputado municipal, o também líder da concelhia socialista encara este novo desafio político com o mesmo desígnio, o de “contribuir para uma cidade melhor” e “para uma melhor vida dos sanjoanenses”. Todavia, Rodolfo Andrade deixou o alerta de que “este é um desafio de todos”, não dando hipótese a ninguém de fugir às suas responsabilidades desde o seu executivo, à Assembleia de Freguesia, à Câmara Municipal e até às associações e às coletividades desportivas.
E aqui destaque para a Câmara Municipal que é com quem a nova equipa da Junta de Freguesia quer “estabelecer uma renovada relação de trabalho sereno”. Serenidade não será a melhor palavra para descrever a relação da presidente da junta cessante, Helena Couto, com o seu homólogo camarário, Jorge Sequeira, no último mandato. Helena Couto entrou em rota de colisão com Jorge Sequeira, e com o próprio partido do qual se desfiliou, depois deste ter recusado delegar competências da câmara para a junta. Uma luta pela qual se bateu nos últimos oito anos. Perdeu nos primeiros quatro ao não conseguir estabelecer sequer contacto com o então presidente da câmara da coligação PSD/CDS-PP. Ao contrário do que era esperado acabaria por perder novamente nos últimos quatro, durante os quais conseguiu chegar à fase de negociação, mas não passou daí. Aliás, uma das provas de fogo de Rodolfo Andrade será mesmo esta questão uma vez que enquanto deputado da oposição usou e abusou dela, já como deputado do partido que estava no poder apoiou a posição da câmara de que a transferência só faz sentido se a junta for capaz de fazer melhor, mais rápido e mais barato.

“A freguesia de S. João da Madeira é muitas vezes ferida” quando questionam o sentido da sua existência, mas “desempenha mesmo um papel insubstituível e de grande responsabilidade no desenvolvimento do concelho”, salientou Rodolfo Andrade, estando convicto de que “na próxima década irá assumir-se ainda mais preponderante”, nomeadamente na resposta ao desafio social e económico pós-pandemia Covid-19.

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