O novo livro do escritor sanjoanense começou a ser escrito em 2009. Ano em que deixou de trabalhar numa IPSS no Porto e se encontrava ainda a escrever o seu primeiro romance “O Último Império”. “Quando voltei para casa, decidi pegar nalgumas meditações filosóficas que escrevi durante o tempo em que trabalhei nessa instituição e transformá-las numa obra que, naquela altura, tinha como título ´Memórias de um Funcionário´”, contou Tiago Moita ao labor.

Um ano depois, 2010, o escritor sanjoanense acabava de escrever o seu primeiro romance e de ler o “Livro do Desassossego” de Bernardo Soares. “Mal terminei de ler o livro do célebre semi-heterónimo de Fernando Pessoa, tive a ideia de transformar todas aquelas meditações em prosa poética numa espécie de exercício de desconstrução e guia psicanalítico escrito por Bernardo Soares, para ensinar os leitores a sair desse labirinto onírico que é o ´Livro do Desassossego´”, explicou Tiago Moita, revelando que o primeiro texto foi escrito a 15 de fevereiro de 2012 e a obra foi terminada a 5 de julho de 2019.

“Manual da Solidão” é assim um livro com mais de 100 textos em prosa poética onde o semi-heterónimo de Fernando Pessoa, Bernardo Soares, regressa ao mundo dos vivos e começa a desmontar e desconstruir grande parte daquilo que escreveu no “Livro do Desassossego”, depois de uma série de conversas imaginárias com o escritor e poeta sanjoanense.

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