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Os nossos dedos, tentáculos,

Prolongamentos da mão,

Tentam vencer obstáculos,

Que, entretanto, vêm e vão.

 

Apalpam o que a nossa mente,

Virada para o futuro,

Tenta ver o que não sente:

Ver o que há no negro escuro!

 

Tudo o que há e virá haver

Já visto do passado, ido,

P´ra se viver o que é ser,

Ainda está p´ra ser sentido…

 

Esta existência nas mãos,

Que se abrem no espaço à vista

É um pedir de mais, irmãos,

Do além que talvez exista!

 

Os dedos em debandada,

Quando as mãos se abrem em arco

Clamarão pela alvorada

De um mundo onde o amor é um marco.

 

Mãos alongadas p´ro além

Nelas vai o coração

Como prece por quem tem

Esperança como oração…

Flores Santos Leite

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