Escravos no passado, autómatos do futuro?
O bailado robistico do homem atual,
Saltos em altura por cima do muro,
Passando as fasquias de jogos sem igual.

Humanos robots. Robots humanizados,
E raros serão aqueles que o não são,
À vista de todos, disfarces talhados,
Com os alvos em frente, lá estarão p´ra onde irão.

Tais jogos humanos e no dia a dia
Não com dois ou quatro anos de intervalos
Execução contínua e num à porfia
São o quotidiano e fáceis de encontrá-los.

Sai-se de casa à rua e temo-los connosco,
Há reuniões e tantas onde recreá-los,
Burilados até ou ao bom estilo tosco,
Em falsos altares de um mundo a adorá-los.

Signos planetários sem sinais de tempo,
Fados sem sentido estes que vivemos,
Na busca do que seja para nosso exemplo,
Algo mais daquilo que nunca saberemos.

Terra nunca à vista por muito que se tente,
Linha no horizonte, sempre em movimento,
Romeiros vadios, que num de repente
Julgam-se já em casa, mas só por um momento…

 

Flores Santos Leite

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