Dos sete elementos selecionados para participar no mundial online de Wushu Tao Lu, cinco realizaram, no passado dia 23 de outubro, as gravações de participação e respetivo upload, através de aplicação desenvolvida pela IWUF – International Wushu Federation, em S. João da Madeira, sendo que os outros dois lesionaram-se e perderam a oportunidade de participar.

Perante os olhares dos colegas, presidente da federação, diretor das seleções, treinadores e presidente da câmara municipal, esta era uma competição bastante exigente no domínio participativo, uma vez que não era possível a repetição, deixando os atletas limitados a uma única oportunidade de mostrar o seu desempenho em cada uma das disciplinas.

Bruno Sousa, da Shaolin Si, realizou uma participação limpa em Nan Quán (Punhos do Sul) e obteve a nota máxima (5) na avaliação de movimentos técnicos e de 3.55 no desempenho global, alcançado um valor final de 8,55, que o colocou no primeiro terço da qualificação mundial, com a melhor nota da seleção nacional, entre 64 atletas participantes.

Na disciplina de Nan Dao, Bruno Sousa, lançado numa participação que poderia refletir outro momento marcante, perdeu momentaneamente o controlo do aparelho (Sabre do Sul) e qualquer oportunidade de classificação.

O 21º lugar na tabela classificativa mundial de Wushu, modalidade em que os atletas nacionais e os da Shàolín Si só chegam regularmente ao pódio em campeonatos europeus, é um indicador forte de uma evolução na qualidade dos atletas nacionais em direção aos pódios mundiais.

As melhores classificações europeias na disciplina foram a da França, em 10º lugar, a da Itália, em 14º e Portugal, em 21º, entre 64 atletas de 38 países. Interessante foi ver Portugal melhor classificado do que Estados Unidos ou Turquia. No domínio de países de língua portuguesa, o Brasil conseguiu melhor classificação que Portugal, colocando um atleta em 18º outro em 19º e finalmente um em 39º, contra os nossos Bruno Sousa, em 21º e Luís Marques, em 27º.

Esperam-se para 2022 as primeiras internacionalizações no domínio europeu, onde os nossos atletas têm um palmarés desportivo destacado (6 campeões europeus na última participação presencial) sem quaisquer provas mundiais previstas, dado o adiamento para 2023 face ao contexto Covid.

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