Regressar ao passado ou ao futuro?

Editorial

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Um amigo que muito prezo, nascido uns dias antes de mim, previamente a um qualquer aniversário marcante, do tipo “viragem de década”, costumava dizer que “…isso não vai custar nada. Deitas-te e no dia seguinte, quando acordares, já está…”. Passar de um ano a outro é mais ou menos semelhante, embora com uma diferença. Fazemos o possível por estar acordados para “ver” a passagem de ano, para abraçarmos sem medo quem nos diz mais e para formularmos os tais votos de um ano melhor que o anterior ou, pelo menos, desejarmos a todos poder repetir esse momento um ano depois. Já antes era assim. Mas em 2019 fizemo-lo na convicção de que 2020 fosse um número sortudo. Foi o que se viu. Um ano depois a nossa firme convicção era de arrumar de vez com a “coisa”. Estávamos a ir bem, mas, de repente…  Agora o que vamos desejar? Por mim desejo regressar. Só não sei se quero regressar ao passado antes da “coisa” ou ao futuro depois da “coisa”. É que, por causa da “coisa” ou tendo-a como justificação, os especialistas dizem que nada será igual ao que era, mas não têm a certeza de como vai ser. Confusos?

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